Delegado afirma que desacordo do valor de comissão da venda de uma fazenda seria o motivo da morte de corretor em Rio Verde

POR Camilla Paes Leme | 30/06/2022
Delegado afirma que desacordo do valor de comissão da venda de uma fazenda seria o motivo da morte de corretor em Rio Verde

Imagem: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

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Na manhã desta quinta-feira (30/6), aconteceu na 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Rio Verde, a coletiva de imprensa de apresentação do caso do homicídio acontecido na cidade no último dia 20 de junho.

 

Estiveram presentes: delegado regional da Polícia Civil Danilo Fabiano, Tenente Coronel Batista (comandante do 8º CRPM-GO), Tenente Coronel Carvalho (2º Batalhão da PM-GO), delegado responsável pelo GIH (Grupo de Investigação Homicídio) Adelson Candeo, e Tenente Ferraz responsável pela CPE (Companhia de Policiamento Especializada).

 

Em um primeiro momento tanto o delegado regional da Polícia Civil, quanto o Tenente Coronel da Regional da Polícia Militar e Tenente Coronel do Batalhão da PM em Rio Verde pontuaram a importância da integração entre as forças de segurança, até mesmo da cidade de Iporá, assim como o Judiciário e a comunidade, para que rapidamente conseguissem gerar os resultados, e prisão de todos os envolvidos neste crime de homicídio.

 

“Nesta investigação (caso Eltinho) tivemos várias informações repassadas pela população, e com a união dos setores de segurança e a população que foi fundamental, assim como o apoio do executivo municipal sempre imprescindível para o êxito nas investigações, conseguimos realizar o trabalho com rapidez e eficiência”, pontuou Danilo.

 

O delegado que coordenou a ação, Dr. Adelson Candeo, foi quem descreveu os fatos. E começou chamando o crime de situação horrenda, e lembrou que logo nos primeiros dias foi encontrado o executor, que em primeiro negou que haveriam outras pessoas e quais os motivos reais para o crime.

 

Entretanto, com o levantamento de provas ficou evidente que algo mais existia, e com a presença do advogado e de representante do Ministério Público, contou todos os detalhes e indicou os outros envolvidos no crime.

 

A ideal foi dada desde o começo pelo mandante, os quais já se conheciam há tempos, e que desenvolveu junto com intermediário, ambos agora presos. O delegado ainda contou que o intermediário teria feito o pagamento antecipado de valor via PIX, e que daria todo o apoio para realização do crime.

 

Com a nova descrição sabe-se agora que na realização do crime, em primeiro momento a vítima achou que seria apenas um roubo do veículo, mas infelizmente não seria o caso. E ainda que o executor, chegou a pensar em não fazer mas que diante dos valores já pagos, que não teria como fugir da situação.

 

Após fazer a esganação ele teria abandonado o corpo acreditando que a vítima estaria morta, o que foi descoberto mais tarde que não. Já que o intermediário entrou em contato com o executor e avisou que ele não havia finalizado o fato, fazendo com que precisassem voltar até a vítima que realmente ainda não estava morta, e quando então o corpo foi carbonizado.

 

Para o fato, segundo o delegado contou, foram pagos em diferentes transferências o valor total de 69.500 reais. “O restante seria pago pessoalmente após o crime mas o fato final não aconteceu  por ter sido preso no dia anterior que estava marcado para o encontro e pagamento final”, contou Candeo.

 

Quanto as aparelhos telefônicos que foram usados, foi explicado que os celulares usados durante todas as conversas sobre o crime foram comprados especificamente para esses diálogos e ao final foram arremessados no Rio Doce, na divisa entre Rio Ver e Jataí, não podendo ser encontrados.

 

Quanto aos novos envolvidos, o delegado contou que eles afirmam que não tinham contato com os outros presos da semana passada, e negam os fatos. Entre eles também é dito que não possuem muito contato, apesar de suas esposas terem um tipo de vínculo familiar.

 

Apesar de Dr Adelson deixar claro que as investigações ainda não estão finalizadas, e seguem para elucidar todos os fatos e compor provas a serem utilizadas na apresentação junto a Justiça, ele já afirmou que o motivo do crime seria uma dívida que havia sido cobrada até mesmo judicialmente pela vítima contra o fazendeiro e suposto mandante do crime, da venda de uma propriedade de 300 milhões reais, pela qual a comissão acordada não foi paga junto à vítima. “O mandante teria se recusado a pagar o valor previsto, tentando valor bem abaixo e assim a vítima teria aciona a Justiça para receber o valor.”, contou Candeo. "Os dois eram muito amigos, e esta amizade, vira inimizade por conta desta dívida", concluiu.

 

 

Ao final o delegado colocou que eles devem ser indiciados por homicídio qualificado por cometimento do crime mediante paga ou promessa de recompensa que, embora relativa ao mandatário, podendo ter pena de 12 a 30 anos de reclusão.

 

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