Coletiva de imprensa: assassinato de corretor em Rio Verde pode ter sido por negociações anteriores

POR Camilla Paes Leme | 23/06/2022
Coletiva de imprensa: assassinato de corretor em Rio Verde pode ter sido por negociações anteriores

Imagens: Thais Cabral

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Na manhã desta quinta-feira (23/6), o delegado responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) – pertencente à 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Rio Verde, Dr. Adelson Candeo, realizou coletiva de imprensa para trazer mais esclarecimentos sobre o caso de homicídio acontecido no início desta semana e que chocou a comunidade. Ao seu lado estavam os representantes das outras forças de segurança envolvidas nas investigações Tenente Coronel Batista (8º Comando Regional da Polícia Militar de Goiás), Tenente Coronel Carvalho do 2º Batalhão da PM-GO, Tenente Ferraz da CPE e Tenente Coronel Messias do 12º Batalhão do 7º Comando Regional da PM ambos de Iporá. Além dos policiais, estava o filho da vítima do crime Leonardo Freitas, que é comunicador e advogado, que começou a falar antes dos outros de maneira muito emocionada.

 

“Eu agradeço a todos os envolvidos, à todos os policiais, nunca vi tantas pessoas juntas, acho que eles nem estão dormindo (...) Também peço as autoridades para pensar de não deixar que um homem como este volte às ruas (...) E como alguém que tem religião digo de coração que perdôo estes homens (...)”, são partes da falas emotivas dada pelo filho da vítima.

 

 

Na sequência, o delegado Dr. Adelson Candeo relatou como teria acontecido o crime. E bem no começo, ele contou que as investigações teriam caminhado através de imagens cedidas por comerciantes e que isso teria ajudado a Polícia em encontrar rapidamente os indivíduos, assim como o trabalho em conjunto entre as polícias, tanto de Rio Verde, quanto de Iporá, para conseguir as prisões.

 

 

Na segunda de manhã, dia 20/6, o indivíduo que teria entrado em contato com a vítima como se fosse um possível comprador de propriedade marcou um encontro e juntos teriam ido no carro da vítima em rumo a zona rural, quando entre Rio Verde e Paraúna, as margens da GO-333, a aproximadamente 18 quilômetros teria pedido para parar para urinar e teria aproveitado para tentar mata-lo, com uma corda.

 

 

Ele não teria conseguido o ato em primeiro momento, e chegaram a ter uma espécie de diálogo, em que a vítima teria oferecido benefícios para não ser morto, entretanto segundo o delegado contou que o autor afirmou em depoimento, o mesmo teria respondido que não e que a vítima sabia o motivo de estar sendo morto, e então teria usado do banco do próprio veículo para tracionar e matar o indivíduo.

 

 

Apesar da lesão realizada, Candeo contou que o laudo pericial indica que a vítima só morreu quando o corpo teria sido carbonizado.

 

 

Como o autor estava sozinho e sabia que a caminhonete tinha rastreador, teria ligado para um conhecido e pedido que o mesmo lhe ajudasse a descartar a caminhonete em troca de 1.000 reais. Este segundo indivíduo teria então feito a ação, e o autor que era morador recente de Iporá teria ido embora.

 

 

Vítima e autor eram conhecidos segundo informou a polícia, e o motivo, dito em depoimento pelo crime, foi por problema pessoal entre eles, por acordos comerciais anteriores. Mas o delegado ressalta que a investigação tem que apontar que isso é realidade. “Muita coisa que ele narra tem batido com as comprovações, mas tudo precisa estar certo segundo as provas de investigações, por isso o inquérito seguirá para elucidar todos os detalhes”, afirmou Adelson.

 

 

O segundo suspeito de envolvimento foi preso no final da tarde de ontem próximo ao DIMPE pela equipe do GTAM de Rio Verde, e ele confessou que era o motorista do carro preto que aparece em filmagens acompanhando a caminhonete durante um tempo e ter dado a carona de volta ao suposto homicida. E foi através dele que as equipes se mobilizaram para encontrar o 1º autor, que foi encontrado e preso na região de Ivolândia, cidade próxima a Iporá.

 

 

Agora eles poderão responder por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e meio cruel, e dano qualificado à patrimônio por conta da caminhonete, segundo informou Adelson.

 

 

Na mesma coletiva ainda foi explicado que o suposto autor do assassinato teria um mandado de prisão expedido na cidade de Itapaji (MG), do ano de 2017, também por homicídio.

 

Os dois serão conduzidos para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde até que sejam processados pela Justiça.

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