quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
Após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, em São Paulo, o Ministério da Saúde optou por antecipar a campanha de vacinação contra a gripe em todo o país, que era prevista para abril, mas agora será realizada em março, a partir do dia 23, disponibilizando 75 milhões de doses de imunização.
Apesar de não prevenir o novo coronavírus, segundo o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, a vacina será importante para combater os outros vírus associados a demais tipos de gripes, reduzindo, assim, a dificuldade dos profissionais de saúde em identificar corretamente qual a doença está acometendo o paciente.
“A vacina [da gripe] dá cobertura e deixa o sistema imunológico 80% protegido contra essas cepas de Influenza e virais que estão circulando e são mais comuns que o coronavírus. Para um profissional da saúde, quando um indivíduo tem um quadro gripal e informa que já foi vacinado [contra gripe], isso auxilia muito o raciocínio do profissional para pensar na possibilidade de outras viroses que não aquelas que são cobertas pela vacina. Ela [a vacina] é um instrumento importante porque diminui a espiral de epidemia desses outros vírus que podem eventualmente ocorrer e confundir a população”, explana o ministro.
O foco da campanha é privilegiar crianças de até seis anos de idade, idosos, gestantes, puérperas e, provavelmente, outros grupos de pessoas que trabalham na área de segurança e também a população carcerária. “Este ano vamos fazer outros grupos que não os idosos. Devemos fazer [vacinação] nas forças de segurança, na população presidiária completa, nos agentes penitenciários. Devemos fazer a ampliação de segmentos para diminuir a circulação epidêmica”, afirma Mandetta.
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