domingo, 17 de maio de 2026

Projeção de aumento de 25 mil moradores até 2031 aquece mercado imobiliário de Rio Verde

POR Marcos Paulo dos Santos | 17/05/2026
Projeção de aumento de 25 mil moradores até 2031 aquece mercado imobiliário de Rio Verde
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Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio Verde deve ganhar cerca de 25 mil novos moradores até 2031. O crescimento populacional acompanha o fortalecimento econômico do município, que alcançou Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 22,3 bilhões em 2023 e passou a ocupar a segunda posição entre as maiores economias de Goiás, conforme dados do levantamento do PIB dos Municípios divulgado pelo IBGE. Impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela agroindústria e pela cadeia de serviços ligada ao setor, o avanço econômico vem transformando o perfil urbano da cidade e fortalecendo novas dinâmicas do mercado imobiliário local.

 

A expansão da cidade também aparece na projeção de mais de 16 mil novos domicílios até 2031, segundo os dados apresentados. O movimento acompanha mudanças no perfil do consumidor e amplia a procura por empreendimentos localizados em regiões já consolidadas.

 

Em análise sobre o mercado local, o representante de uma consultoria especializada em inteligência de mercado na região Centro-Oeste, Anderson Gonçalves, aponta que Rio Verde mantém uma absorção positiva de produtos imobiliários, com um estoque que demonstra um mercado aquecido, especialmente diante do crescimento populacional e econômico da cidade.

 

“O estoque atual vem demonstrando a força do mercado imobiliário local, principalmente quando observamos o desempenho da economia e o crescimento populacional de Rio Verde nos últimos anos”, destaca.

 

Zona Sul no radar imobiliário

 

Neste cenário, a zona Sul do município passou a concentrar parte importante do movimento de valorização imobiliária de Rio Verde, especialmente no entorno do Parque Espelho D’Água, região que reúne serviços, áreas de convivência, mobilidade, empreendimentos residenciais e novos eixos de desenvolvimento urbano.

 

Nos últimos anos, a região ampliou sua oferta de escolas, academias, centros comerciais, gastronomia, serviços especializados e espaços voltados ao lazer e à convivência. A proximidade com importantes vias de acesso, como a BR-060, além da presença de áreas de circulação e permanência urbana, também contribuiu para consolidar o local entre os mais valorizados da cidade.

 

Ao mesmo tempo, o mercado começou a registrar uma mudança no perfil da demanda imobiliária da região. Tradicionalmente marcada por empreendimentos de metragens maiores, a zona Sul passou a atrair consumidores interessados em apartamentos com plantas mais funcionais, mas inseridos em áreas já estruturadas.

 

Segundo o diretor financeiro de uma associação do mercado imobiliário de Rio Verde e empresário do setor da construção civil, Vinícius Kerley, o movimento acompanha uma transformação no comportamento de compra observada em cidades médias com forte crescimento econômico.

 

“O consumidor passou a buscar praticidade, mobilidade e conveniência sem renunciar à localização. Existe hoje uma procura crescente por apartamentos com plantas inteligentes em regiões estabelecidas, próximas de serviços, escolas, comércio e espaços de convivência urbana”, afirma.

 

De acordo com ele, a ausência de novos lançamentos residenciais com metragens menores na região nos últimos dois anos também ampliou a expectativa do mercado em torno da zona Sul.

 

“É uma área que já reúne infraestrutura urbana estabilizada, serviços e forte potencial de valorização. Além disso, a região vem ampliando sua relevância estratégica com novos investimentos públicos e privados, incluindo a implantação do novo Hospital Municipal Universitário, estrutura que deve fortalecer a oferta regional de saúde e movimentar um grande contingente de profissionais, prestadores de serviço e estudantes na cidade. Ao mesmo tempo, existe uma demanda reprimida de consumidores que desejam morar nessa região, mas procuram produtos mais compatíveis com o momento atual dessas famílias”, pontua.

 

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