terça-feira, 11 de agosto de 2026
Foto: Jornal Somos
A Prefeitura de Rio Verde foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Ministério Público na manhã desta terça-feira (11). A ação denominada Operação Simulatio, teve como objetivo a coleta de documentos e contratos relacionados a processos licitatórios realizados no município. As informações foram apresentadas durante uma coletiva de imprensa convocada pelo prefeito Wellignton Carrijo.
Segundo o prefeito, uma empresa que já prestou serviços ao município está sendo investigada em Rio Verde e em outras 14 cidades. Carrijo afirmou que, conforme as informações recebidas pela administração municipal até o momento, ele e o ex-prefeito Paulo do Vale não são alvos da investigação.
“Uma empresa que já prestou serviço para a cidade de Rio Verde está sendo investigada, não só aqui em Rio Verde, mas em 14 municípios”, declarou.
O prefeito afirmou que a administração municipal está à disposição das autoridades para fornecer os documentos necessários e colaborar com o esclarecimento dos fatos.
O procurador do município, Vinícius Fonseca Campos, afirmou que a Prefeitura ainda não tem informações sobre o objeto específico da investigação. Segundo ele, os agentes estiveram no Paço Municipal e nas secretarias de Educação e Assistência Social para solicitar documentos e contratos relacionados a processos licitatórios.
De acordo com o procurador, os documentos solicitados foram localizados nos sistemas da Prefeitura, gravados em dispositivos eletrônicos e entregues às autoridades. Ele ressaltou que os processos licitatórios do município estão disponíveis para consulta pública por meio do Portal da Transparência e dos sistemas de arquivo da administração municipal.
Vinícius explicou ainda que os processos de contratação atualmente são realizados de forma eletrônica. Segundo ele, em 2017, quando a atual gestão assumiu, ainda havia procedimentos realizados de forma física, mas esses documentos foram posteriormente digitalizados.
Durante a coletiva, o procurador esclareceu que parte dos contratos mencionados na ação está relacionada à aquisição e instalação de salas modulares, e não à realização de obras tradicionais.
Segundo Vinícius, as estruturas foram adquiridas ao longo dos anos e utilizadas em diferentes áreas da administração pública, incluindo Educação, Saúde e Assistência Social.
“Na verdade, não são obras, são salas modulares que foram adquiridas ao longo dos anos. As salas modulares foram instaladas na educação, na saúde e na assistência social”, explicou.
O procurador afirmou que os documentos referentes às contratações foram solicitados durante o cumprimento dos mandados e que parte das informações estava armazenada digitalmente nos servidores da Prefeitura.
Vinícius Fonseca Campos afirmou que ainda não possui informações sobre qual seria especificamente a acusação relacionada à atuação da empresa investigada.
Segundo ele, a empresa atua em diferentes municípios e a operação também teria desdobramentos em outras localidades, inclusive fora de Goiás. O procurador ressaltou que o município precisa seguir os procedimentos legais para a contratação de bens e serviços.
“O município tem que licitar, como faz com qualquer aquisição de bem ou produto, enfim, regular com acesso estatal”, afirmou.
Até o momento, segundo o procurador, não há informação de que um servidor específico da Prefeitura de Rio Verde seja alvo da investigação.
Durante a coletiva, Wellignton Carrijo também defendeu a atuação da administração municipal e destacou medidas adotadas desde 2017 relacionadas à transparência e à aplicação dos recursos públicos.
O prefeito citou, entre outros pontos, o recebimento do selo Diamante de transparência e investimentos realizados nas áreas de educação e saúde. Carrijo também mencionou o desempenho da educação municipal no Ideb e a estrutura da rede pública de saúde.
Segundo ele, a administração tem como princípios a legalidade, a transparência e a correta utilização dos recursos públicos.
Carrijo também criticou possíveis tentativas de utilização política da operação. Segundo o prefeito, eventuais acusações consideradas indevidas poderão ser objeto de medidas legais.
“Não vamos aceitar que, infelizmente, é uma política, faltam 53 dias para a eleição, de oportunistas usar isso para difamar qualquer tipo de lisura contra essa gestão”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que a Prefeitura continuará colaborando com as autoridades para que os fatos sejam esclarecidos.
Até o momento, não foram apresentados durante a coletiva detalhes sobre o objeto específico da investigação, nem informações sobre eventual irregularidade nos contratos. A Prefeitura informou que os documentos solicitados foram entregues ao Ministério Público.
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