quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

MP apura se delegado Dannilo Proto contou com ajuda para usar celular na prisão, em Goiânia

POR Thais Cabral | 29/01/2026
MP apura se delegado Dannilo Proto contou com ajuda para usar celular na prisão, em Goiânia

Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) investiga se houve omissão ou facilitação por parte de agentes da Polícia Civil de Goiás (PCGO) para a entrada e o uso de aparelhos eletrônicos na cela do delegado Dannilo Proto, quando ele estava custodiado na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), em Goiânia. A informação foi divulgada pela TV Anhanguera nesta quarta-feira (28).

 

Dannilo Proto e a esposa, Karen Proto, presa na terça-feira (27) em Rio Verde, são investigados por suspeita de integrar um grupo que fraudava contratos na área da educação e desviava recursos públicos. O casal é apontado como parte de um esquema milionário envolvendo verbas públicas no Estado.

 

Após uma inspeção realizada pela Corregedoria da Polícia Civil não apontar irregularidades, o Ministério Público realizou uma nova vistoria na unidade policial. Durante a ação, foram encontrados um telefone celular e cadernos com anotações que detalhavam a rotina do delegado preso. Conforme o MP, mesmo detido, Dannilo Proto continuava gerenciando as atividades do Instituto Delta Proto (IDP), com sede em Rio Verde, de dentro da prisão.

 

Mensagens atribuídas ao delegado, reveladas pela TV Anhanguera, indicam que ele se referia à cela como um “escritório de fácil camuflagem”. Em um dos trechos, Dannilo relata que teria solicitado a inspeção da corregedoria e descreve manobras para esconder carregadores e fones de ouvido durante a vistoria.

Diante das constatações, Dannilo Proto foi transferido, no dia 18 de dezembro, para a Casa do Albergado. A mudança ocorreu após promotores identificarem que ele seguia comandando os negócios do instituto por meio de celular. A vistoria da corregedoria havia sido realizada cerca de duas semanas antes da transferência.

 

A coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Gabriela Clementino, afirmou que a custódia acabou sendo utilizada como meio para a continuidade das atividades criminosas. Já o coordenador do Centro Integrado de Investigação e Inteligência do Gaeco, Carlos Wolff de Pina, destacou que há indícios de que a inspeção policial tenha sido solicitada pelo próprio delegado.

 

O Ministério Público também relembra que, em novembro do ano passado, surgiram denúncias de que Dannilo Proto, mesmo preso, estaria coagindo ex-alunos do Instituto Delta Proto em Rio Verde, enviando mensagens de cobrança e intimidação por meio de celular e notebook dentro da cela.

 

As defesas de Dannilo Proto e Karen Proto informaram à TV Anhanguera que as testemunhas não confirmaram as acusações apresentadas pelo Ministério Público. A Polícia Civil de Goiás foi procurada para comentar o caso e informou que uma nota oficial será divulgada.

 

 

*Com informações G1

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