sábado, 24 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
Ao final do dia de ontem, terça feira (01/09/2020), a Polícia Civil de Rio Verde, através do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) prendeu em flagrante delito a mãe do bebê morto na segunda feira (31/08/2020), no Bairro Eldorado, em Rio Verde. Segundo o delegado Dr. Danilo Fabiano, responsável pelo GIH, “a polícia civil em continuidade as diligências trouxe aos autos de infração outros elementos que implicam também em responsabilidade criminal por parte da mãe da criança, que restou caracterizado que a criança foi vítima de lesões anteriores, com características de ato de tortura, e a mãe tendo conhecimento, nada fez, consequentemente essa criança continuou sendo agredida, tanto que na data do fato, a mãe deixa a criança aos cuidados desse agressor anterior, o qual vem provocar outras agressões contra essa criança e ela vem a óbito, em razão principalmente de uma lesão abdominal, característica de um soco humano, isso tudo agora será objeto de conclusão de laudo cadavérico. A Polícia Civil pretende agora fazer outras diligências, outras pessoas estão sendo ouvidas, para que ao final possamos apresentar toda a conclusão ao Poder Judiciário e Ministério Público.”
Isso foi resultado de procedimentos realizados na tarde de ontem, da Polícia Civil de Rio Verde, com apoio da Polícia Técnico-Científica de Rio Verde (5.º NRPTC), que realizou a reconstituição do bárbaro crime de homicídio que ocorreu no dia anterior, segunda feira (31/08/2020), o qual teve como vítima fatal uma criança de apenas 01 ano e 08 meses de idade. (Leia também)
Segundo nota publicada pela Polícia Civil, vale ressaltar que o padrasto da criança foi preso, em flagrante, pela Equipe da Polícia Militar (CPE), ainda na noite dos fatos. Agora, na tarde de ontem, durante os trabalhos de reconstituição, a Autoridade Policial, Agentes Civis e Peritos Criminais encontraram, dentre outros indícios de materialidade, um talher (garfo) utilizado pelo suspeito (padrasto) para torturar a criança.
— Jornal Somos (@JornalSomos) September 2, 2020
Durante o procedimento, o suspeito afirmou ter utilizado o objeto para queimar a barriga da criança dias antes de provocar a morte dela, de acordo com o comunicado da Polícia Civil.
E ainda, que após várias diligências, foi possível concluir que a mãe da criança (mulher de 20 anos), tinha conhecimento das agressões e torturas praticadas por seu companheiro contra a vítima. Desta forma, foi configurada a omissão praticada pela mãe da criança, qual, mesmo ciente das torturas, nada fez e ainda deixou a vítima sob os cuidados do agressor, ela foi presa em flagrante delito.
— Jornal Somos (@JornalSomos) September 2, 2020
A Polícia Civil lembra também que continuam os trabalhos e procedimentos de investigação, no sentido de apurar se os outros dois filhos da mulher, uma criança de 3 anos e outra de 7 meses de idade, também sofriam agressões e torturas por parte do suspeito.Várias pessoas já foram ouvidas e outras testemunhas, já intimadas, serão ouvidas durante a toda essa semana.
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