sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Com a chegada do período de estiagem e o aumento das temperaturas em Goiás, o uso do ar-condicionado tende a crescer em residências e empresas. Antes da intensificação do calor, uma medida simples pode garantir mais eficiência, conforto e economia na conta de energia: a limpeza preventiva do equipamento.
Segundo o executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio da Silva, a falta de manutenção faz com que o aparelho trabalhe mais para resfriar o ambiente, elevando o consumo de energia.
"Quando os filtros, as serpentinas ou as turbinas estão cobertos de poeira, o fluxo de ar é severamente bloqueado. A sujeira impede o funcionamento eficiente do aparelho, fazendo o motor trabalhar mais e consumir mais energia", explica.
Além do maior consumo, o acúmulo de sujeira reduz a capacidade de refrigeração, fazendo com que o ambiente demore mais para atingir a temperatura desejada.
De acordo com estudos do setor de climatização e dados da concessionária, um ar-condicionado sem manutenção ou com filtros muito sujos pode consumir entre 20% e 50% mais energia para oferecer o mesmo desempenho de um equipamento limpo.
A Equatorial Goiás recomenda que a manutenção seja realizada entre os meses de maio e julho, antes do período mais quente e seco do ano.
"O ideal é que o consumidor faça essa limpeza antes da intensificação do calor e da estiagem. Com a manutenção em dia, o aparelho funciona de forma mais eficiente e econômica justamente no momento em que será mais exigido", destaca Marcos Aurélio.
O especialista orienta que alguns sintomas indicam a necessidade de manutenção:
Outro fator que influencia diretamente no consumo é a temperatura escolhida. Segundo Marcos Aurélio, ajustar o aparelho para temperaturas muito baixas, como 17°C ou 18°C, faz o compressor funcionar continuamente, elevando o gasto de energia.
De acordo com ele, cada grau reduzido pode aumentar o consumo entre 7% e 10%. A recomendação é manter o ar-condicionado entre 23°C e 24°C, faixa considerada ideal para o conforto térmico e também indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Equatorial Goiás, um ar-condicionado split de 10 mil a 15 mil BTUs, funcionando cerca de oito horas por dia, gera um custo aproximado de R$ 222,79 por mês em condições normais de temperatura. Em períodos de calor intenso, esse valor pode aumentar significativamente.
Como comparação, um ventilador de teto utilizado pelo mesmo período consome cerca de R$ 20,14 por mês, representando um custo aproximadamente 11 vezes menor.
Além da limpeza periódica, a concessionária orienta que os consumidores adotem alguns hábitos para economizar energia:
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