terça-feira, 08 de setembro de 2026
Foto: Reprodução
A Justiça de Goiás condenou, nesta terça-feira (8), dez pessoas no processo decorrente da Operação Regra Três, que apurou um esquema envolvendo contratações e verbas destinadas à educação em Rio Verde.
Entre os condenados estão o delegado Dannilo Ribeiro Proto e a esposa dele, Karen de Souza Santos Proto, que atuou como coordenadora Regional de Educação de Rio Verde.
Segundo a decisão, proferida pela juíza Placidina Pires, Dannilo foi condenado a 11 anos, 2 meses e 1 dia de prisão. Karen recebeu pena de 11 anos, 1 mês e 20 dias. Outras oito pessoas também foram condenadas no mesmo processo.
A sentença aponta a existência de um esquema que teria utilizado empresas registradas em nome de terceiros, além de simulação de concorrência e direcionamento de contratações relacionadas a programas da rede estadual de ensino.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou o ressarcimento de R$ 1,85 milhão à Secretaria de Estado da Educação de Goiás e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Dannilo Proto permanece preso preventivamente e, conforme a decisão, não poderá recorrer em liberdade. A defesa informou que pretende recorrer da sentença.
A condenação ainda não é definitiva e pode ser modificada em instâncias superiores.
A Operação Regra Três investigou possíveis irregularidades em contratos e na aplicação de recursos públicos destinados à educação, com foco em procedimentos realizados na região de Rio Verde.
O caso segue repercutindo por envolver agentes públicos, empresas e recursos vinculados à área educacional.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.