domingo, 25 de outubro de 2026
Foto: Reprodução Rio Verde Rural
Dois grandes incêndios mobilizaram a zona rural de Rio Verde, em Goiás, nos dias 30 e 31 de julho, provocando preocupação entre produtores, mas também revelando a força da união e da estrutura de combate disponível no campo. Graças à rápida mobilização da Brigada Aérea Aerotex, de equipes terrestres e do apoio de agricultores vizinhos, os focos de fogo foram contidos antes de causarem danos ainda mais severos às lavouras goianas.
Na quarta-feira (30), o fogo teve início na propriedade do produtor Vicente Koji Yamada. As chamas começaram após um caminhão gerar faíscas acidentais que rapidamente se alastraram pela palhada seca da área cultivada. Diante da situação, duas aeronaves da Brigada Aérea Aerotex foram acionadas e, operando a partir da pista Rossetti, lançaram cerca de 2 mil litros de água em apenas 24 minutos. No solo, caminhões-pipa, trabalhadores e produtores vizinhos se uniram no combate, impedindo que o incêndio se expandisse para outras propriedades.
Já na quinta-feira (31), um segundo e mais intenso incêndio atingiu um canavial pertencente aos produtores Ênio Fernandes e George Zaiden. O fogo teve origem no superaquecimento de uma colheitadeira agrícola. Dada a gravidade do caso, quatro aeronaves partiram da pista Oscar Durigan e, ao longo de cerca de duas horas de operação, lançaram aproximadamente 20 mil litros de água sobre a lavoura. Pulverizadores, tratores e brigadas terrestres também atuaram intensamente no controle das chamas.
O produtor Ênio Fernandes, que também é consultor de mercado, destacou a eficiência da resposta ao incêndio e a solidariedade dos vizinhos:
— Antes mesmo de eu saber do incêndio, um outro produtor já tinha acionado a brigada. Quando percebi, os aviões já estavam chegando. É raríssimo encontrar no Brasil uma região com tanta parceria e estrutura como temos em Rio Verde — afirmou.
Ele também ressaltou que o combate ao fogo em áreas de cana exige mais do que bons equipamentos:
— A cana está seca e densa. Avião sozinho não apaga o fogo. O que resolve é estratégia: abrimos um veio no canavial, usamos fogo contra fogo com apoio de pulverizadores e aviões em pontos estratégicos. O trabalho conjunto entre brigada aérea e terrestre foi fantástico.
Em tom emocionado, Ênio concluiu:
— Gratidão pela rapidez, pela organização, pela estrutura. É uma honra morar e produzir aqui.
A atuação coordenada entre brigada aérea, equipes em solo e produtores locais evitou que os prejuízos tomassem proporções devastadoras. A ocorrência reforça a importância de uma estrutura preparada para enfrentar emergências no campo, sobretudo durante o período seco, quando o risco de incêndios é alto em toda a região agrícola de Goiás.
*Com informações Rio Verde Rural
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