terça-feira, 26 de maio de 2026

"Festa que nunca acaba" é interditada novamente após denúncias de confusão e som alto em Jataí

POR Marcos Paulo dos Santos | 26/05/2026

Foto: Secretaria Municipal de Urbanismo de Jataí

O

O local onde acontece o evento “A festa nunca acaba”, em Jataí, voltou a ser interditado na tarde desta segunda-feira (25), poucos dias após retomar as atividades. A medida ocorreu depois de novas denúncias feitas por moradores da região, que relataram perturbação do sossego, brigas, desordem e movimentação intensa durante a madrugada.

 

Segundo informações apuradas pelo portal Mais Goiás junto à Prefeitura de Jataí, a interdição já estava prevista e foi confirmada por volta das 16h desta segunda-feira.

 

Moradores afirmam que a reabertura do espaço ocorreu entre quinta-feira (21) e sexta-feira (22). Desde então, vídeos registrados por vizinhos mostram o funcionamento do local até depois das 6h da manhã desta segunda-feira. Em uma das gravações, um frequentador afirma fazer parte da facção criminosa PCC.

 

Ainda conforme relatos de moradores, durante os eventos recentes houve confusões, intervenção policial e pessoas pulando sobre telhados de residências próximas. Mesmo após a saída das equipes policiais, a festa teria continuado normalmente.

 

A preocupação dos moradores vai além da perturbação sonora. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, no último sábado (23) houve registro de disparos de arma de fogo nas proximidades do evento, situação que gerou medo entre os vizinhos.

 

“Ficamos bem assustados. Além do som alto, existe preocupação com a segurança de quem mora aqui”, relatou um morador, que preferiu não se identificar.

 

O espaço já havia sido alvo de uma grande operação da Polícia Militar em julho do ano passado. Na ocasião, o local foi interditado após denúncias recorrentes de perturbação do sossego e registros de crimes como tráfico de drogas, fornecimento de bebida alcoólica para menores e possível contrabando.

 

Segundo a PM, o histórico criminal dos frequentadores identificados naquela operação incluía registros de homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo, furto, agressão e perturbação do sossego.

 

Os moradores afirmam que seguem realizando denúncias constantes aos órgãos competentes, incluindo ouvidoria do município, Ministério Público, Guarda Civil Municipal e forças de segurança, cobrando providências para impedir o funcionamento do local.

 

 

Jornal Somos

Jornal Somos

Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.

COMPARTILHE: