sábado, 29 de novembro de 2025

Rio Verde

EUA afirmam que podem realizar ações terrestres contra narcotráfico na Venezuela

POR Marcos Paulo dos Santos | 28/11/2025
EUA afirmam que podem realizar ações terrestres contra narcotráfico na Venezuela
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A relação entre Estados Unidos e Venezuela ganhou um novo capítulo de tensão após o governo norte-americano afirmar que pretende iniciar ações terrestres contra narcotraficantes ligados ao país sul-americano. Em resposta, Caracas colocou a Força Aérea em estado de prontidão para defender o território.

 

Durante um telefonema a militares norte-americanos na quinta-feira (27), em ocasião do Dia de Ação de Graças, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que operações por terra devem começar “muito em breve”, alegando que traficantes estariam evitando rotas marítimas. Ele destacou que ações no Mar do Caribe e no Pacífico já resultaram na destruição de cerca de 20 embarcações supostamente usadas para o tráfico, com mais de 80 mortes desde 1º de setembro.

 

As operações envolvem destacamentos navais e terrestres, incluindo o porta-aviões Gerald R. Ford, considerado o maior navio militar do mundo, que opera com 4 mil militares e 75 caças. Trump não detalhou o formato das ações terrestres previstas.

 

Do lado venezuelano, o presidente Nicolás Maduro classificou a movimentação como uma ameaça à soberania do país. Durante cerimônia na Base Aérea de Maracay pelo aniversário de 105 anos da Força Aérea, ele pediu que os militares permaneçam “alertas, prontos e dispostos” a defender a Venezuela. Na ocasião, tropas realizaram exercícios simulando a interceptação de aeronaves e forças invasoras.

 

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, criticou governos que, segundo ele, “militarizam o Caribe” e atuam alinhados aos interesses dos EUA. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, visitou o porta-aviões Gerald R. Ford para agradecer às tropas envolvidas nas operações contra cartéis de droga. Hegseth também esteve na República Dominicana, que autorizou o uso provisório de dois aeroportos pelos EUA para ações antidrogas.

 

A tensão também impactou o setor aéreo. Em meio às manobras militares na região, Caracas reduziu a atividade aérea civil e revogou licenças de diversas companhias, incluindo TAP, Iberia, Turkish Airlines, Avianca, Latam Colombia e Gol, alegando que as empresas estariam “alinhadas a atos terroristas” promovidos pelos Estados Unidos.

 

 

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