terça-feira, 27 de janeiro de 2026
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (27), em Rio Verde, Karen Proto, esposa do delegado Danilo Proto, acusado de desviar recursos públicos da área da educação no município.
Segundo informações da Polícia Civil, a prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão, executado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar. Após a detenção, ela foi conduzida ao presídio feminino de Rio Verde.
De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), a ação faz parte da terceira fase da Operação Regra Três, que investiga uma suposta organização criminosa liderada por um delegado da Polícia Civil e sua esposa. Além da prisão, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município.
As investigações apontam que a investigada teria papel relevante na estrutura do grupo, contribuindo para a continuidade das atividades ilícitas mesmo após a prisão do delegado, ocorrida na primeira fase da operação. Consta ainda que ela exerceu, por um período prolongado, função de coordenação regional na área educacional.
O Gaeco identificou indícios de que a investigada teria mantido comunicações indevidas com o delegado preso, possibilitando a prática de atos administrativos, orientações ligadas à gestão de instituição de ensino e a suposta utilização de documentos ideologicamente falsos para manter contratos com o poder público.
As apurações também indicam possíveis tentativas de interferência na persecução penal, com articulação de estratégias defensivas, combinação de versões entre investigados e apresentação de alegações consideradas infundadas pelas autoridades.
A prisão preventiva foi decretada com base na garantia da ordem pública e na necessidade de cessar a atuação do grupo, já que medidas cautelares anteriores não teriam sido suficientes. A investigada responde a ações penais por organização criminosa, peculato, contratação direta ilegal e lavagem de capitais, relacionados ao desvio de cerca de R$ 2,5 milhões em mais de 40 contratos firmados com empresas de fachada desde 2020.
A operação contou com a participação de promotores de Justiça, servidores do MPGO e apoio das forças de segurança, responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais e pelo traslado da investigada.
Com informações de MPGO.
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