sábado, 17 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução
O uso de canetas emagrecedoras sem prescrição e acompanhamento médico tem preocupado especialistas, principalmente pelos riscos que nem sempre são percebidos de imediato. Apesar da perda rápida de peso, muitos pacientes não estão, de fato, saudáveis.
Em entrevista à Rádio Líder, na manhã de sábado (17), o médico integrativo Dr. Francisco Neto, especialista em endocrinologia, emagrecimento e performance, relatou situações frequentes atendidas em consultório. Segundo ele, é comum receber pacientes que aparentam estar magros, mas apresentam um quadro preocupante em exames mais detalhados.
“Às vezes o paciente chega magro de visual, mas quando você faz a bioimpedância, ele está com 40% ou até 50% de gordura corporal”, explicou. O médico também destacou a perda significativa de massa muscular. “Tem paciente que perde cinco, seis, até sete quilos de músculo. Ele perde tamanho, mas fica flácido, com uma falsa sensação de estar saudável”, afirmou.
Outro ponto de alerta é a compra de canetas sem procedência. “O risco de usar uma medicação sem saber o que está vindo naquela caneta é enorme. Você não sabe se é realmente o medicamento ou outra substância”, alertou. Dr. Francisco Neto citou ainda casos de canetas reaproveitadas e revendidas com insulina no lugar do produto anunciado.
Segundo o especialista, muitos pacientes sequer têm indicação para o uso dessas medicações, mas acabam utilizando por conta própria ou tentando reduzir custos ao comprar produtos fora do acompanhamento médico, o que pode interromper os resultados e trazer riscos sérios à saúde.
A orientação é clara: qualquer tratamento para emagrecimento deve ser feito com prescrição, acompanhamento profissional e medicamentos de procedência segura.
Confira entrevista completa clicando aqui.
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