domingo, 25 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
Na tarde desta segunda-feira (11) a equipe de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento de Rio Verde (UPA) se reuniram como parte de um movimento em busca de conscientização da população quanto ao trabalho da enfermagem, que ainda nesta manhã perdeu uma de suas colegas que ceifou a própria vida. A momento de homenagem aconteceu entre 15 e 16 horas da tarde.

O coordenador de Enfermagem da UPA Djahi Costa Dias, está à frente do movimento, cedeu ao JORNAL SOMOS uma entrevista em que explica as razões do movimento entre os funcionários da UPA.
“Como anteriormente já foi evidenciado, de algum tempo para cá a enfermagem brasileira, não só a enfermagem daqui de Rio Verde, está doente. Nós estamos passando por um momento onde os profissionais de enfermagem estão sofrendo com doenças psicológicas, principalmente depressão, sobrecarga de trabalho e muitos deles no Brasil inteiro estão infelizmente realizando tentativas de auto extermínio e hoje infelizmente uma das nossas funcionárias acabou ceifando a própria vida por conta de problemas psicológicos, sobrecarga de trabalho e problemas relacionados à depressão”.

Pela perda da colega de trabalho, ele explica que foi o motivo que a unidade de Rio Verde realiza a redução do fluxo dos atendimentos e que isso é para conscientização da população. Djahi esclarece que os paciente não foram prejudicados.
“Esse movimento que estamos realizando hoje aqui, é um movimento organizado, onde o paciente não ficará prejudicado em seu atendimento, os atendimentos de urgências serão atendidos normalmente. Nós vamos ter uma redução do fluxo nos atendimentos dos pacientes das 15h e 16h, mas só os pacientes que podem esperar esse tempo, os outros pacientes que são classificados como urgência ou emergência serão atendidos normalmente. Então teremos essa redução no fluxo como forma de alerta, um movimento que a gente está fazendo para poder conscientizar a população sobre o valor dos personagens da enfermagem que estão sofrendo ultimamente, muitos ataques e agressões físicas, além das agressões verbais e isso acaba influenciando na parte psicológica dos profissionais e acabam levando à cometer atos como foi esse fato lamentável como o que aconteceu com nossa funcionária”

“É mais um movimento de conscientização, de pedido de apoio principalmente da população para que tenham mais compaixão com os profissionais que estão aqui trabalhando, que sejam mais humanos, por que somos muito cobrados, deixamos nossas famílias em nossos lares para poder vir atender às famílias de muitas pessoas que as vezes nem conhecemos. Com todo profissionalismo e com toda ética ainda às vezes não temos reconhecimento” concluiu.

Ao final todos ficaram de pé na Unidade para uma oração de mãos dadas. Inclusive pacientes e acompanhantes compreenderam a causa e participaram junto com os funcionários, que incluia da UPA e de outras unidades de saúde da cidade. Todos estavam muito emocionados com as palavras e circunstâncias contadas. Para registrar o evento, todos foram para porta da UPA fazer uma foto com a faixa que explicava a situação. E com a mesma emoção, ajoelharam e se abraçaram.
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