segunda-feira, 09 de março de 2026

Curso de ar-condicionado capacita 25 reeducandos na Casa de Prisão Provisória de Rio Verde

POR Marcos Paulo dos Santos | 09/03/2026
Curso de ar-condicionado capacita 25 reeducandos na Casa de Prisão Provisória de Rio Verde

Foto: DGPP

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Vinte e cinco reeducandos da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde iniciaram, na última sexta-feira (6), um curso de instalação e manutenção de ar-condicionado. A capacitação é oferecida pela Igreja Universal nos presídios e busca ampliar as oportunidades de qualificação profissional dentro do sistema prisional.

 

De acordo com a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), a iniciativa vai além da formação técnica. O objetivo é proporcionar novas perspectivas aos participantes, promovendo oportunidade, dignidade e esperança para quem cumpre pena.

 

A oferta de cursos profissionalizantes nas unidades prisionais de Goiás tem apresentado crescimento ao longo dos últimos anos. Em 2019, foram registradas 2.577 capacitações. Durante o período da pandemia, os números caíram para 553 em 2020, 523 em 2021 e 431 em 2022. A retomada começou em 2023, com 707 cursos, chegando a 2.330 em 2024 e alcançando 3.037 em 2025.

 

Além da qualificação profissional, o número de pessoas privadas de liberdade que exercem atividades de trabalho também tem aumentado no estado. Em 2025, 5.218 reeducandos e reeducandas desempenharam atividades laborais, crescimento de 6,1% em comparação a 2024, quando foram registrados 4.918 trabalhadores.

 

O avanço é ainda mais expressivo quando comparado a 2023, ano em que 3.796 pessoas estavam inseridas em atividades de trabalho. No acumulado, 2025 representa um aumento de 37,4%.

 

Segundo a DGPP, as oportunidades de trabalho envolvem parcerias com a iniciativa privada, municípios e órgãos estaduais, além de oficinas internas e serviços de manutenção nas próprias unidades prisionais.

 

Somente em 2025, foram firmados 24 convênios com órgãos públicos para utilização da mão de obra carcerária em atividades como limpeza urbana, construção civil, pintura, jardinagem, roçagem e capina.

 

Também há geração de empregos por meio de chamamentos públicos para empresas interessadas em instalar frentes de trabalho dentro das unidades prisionais. No último ano, 22 áreas foram disponibilizadas, das quais 13 já estão em funcionamento, com expectativa de criação de cerca de 1,3 mil novos postos de trabalho.

 

A DGPP destaca ainda que os reeducandos que atuam nesses espaços devem receber remuneração mínima equivalente a três quartos do salário mínimo, com jornada diária que varia entre seis e oito horas. O pagamento é de responsabilidade das empresas ou instituições parceiras.

 

Com informações de Mais Goiás.

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