sábado, 24 de outubro de 2026
Foto de Freepik
O projeto de lei que propõe a distribuição gratuita de medicamentos fitofármacos e fitoterápicos à base de maconha em Goiás está sendo discutido novamente na Assembleia Legislativa (Alego) após o veto do governador Ronaldo Caiado.
O projeto, de autoria do deputado estadual Lincoln Tejota (UB), foi aprovado na Alego em abril, com base em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). No entanto, o governo argumenta que a matéria interfere na autonomia constitucional do governador, uma vez que estabelece uma política a ser implementada pela Secretaria de Saúde.
Segundo a PGE, ao definir os meios de implementação da política pública e atribuir sua responsabilidade à Secretaria de Saúde, há uma clara interferência na organização do Poder Executivo. Além disso, a procuradoria argumenta que a lei viola o princípio constitucional da separação dos poderes, previsto na Constituição Federal. De acordo com a PGE, a regulamentação da incorporação e dispensação de medicamentos e tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) é uma questão técnica que compete ao Poder Executivo, com base nos critérios legais estabelecidos.
O projeto está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do deputado Veter Martins (Patriota). O texto será levado novamente ao plenário para que os deputados decidam se o veto de Caiado será mantido ou não.
O autor do projeto, Lincoln Tejota (UB), enfatizou durante a tramitação que esse é o projeto mais importante que ele elaborou. Ele se baseou em estudos científicos realizados pela Associação Goiana de Apoio e Pesquisa à Cannabis Medicinal (Ágape), que evidenciam as dificuldades enfrentadas por muitas pessoas para ter acesso a medicamentos à base de maconha em Goiás.
A proposta busca estabelecer uma política estadual que garanta o fornecimento gratuito de medicamentos fitofármacos e fitoterápicos prescritos à base de canabidiol (CBD), cannabigerol (CBG) e tetrahidrocanabinol (THC) nas unidades de saúde pública conveniadas ao SUS.
Os medicamentos à base de canabidiol tratam doenças neurodegenerativas e psiquiátricas, agindo nos receptores dos neurônios – responsáveis por transmitir impulsos ao cérebro. O uso desses medicamentos pelo SUS com certeza salvaria muitas vidas, já que sem o SUS os medicamentos não seriam tão acessíveis.
Conta pra gente qual sua opinião sobre o uso de canabidiol no tratamento de doenças pelo SUS!
Esse texto não reflete necessariamente a opinião do Jornal Somos
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
24/10/2026
Ruínas de antigo povoado do ouro viram museu a céu aberto em Goiás
O antigo Arraial de Ouro Fino, fundado em 1727 no período inicial da mineração em Goiás, teve suas ruínas preparadas para receber visitantes como um museu a céu aberto. A região, hoje esvaziada, guarda vestígios da vida de comerciantes, religiosos e trabalhadores que ali viveram.
24/10/2026
Queijo cabacinha: tradição de origem italiana com 80 anos de história em cinco cidades de Goiás
Produzido à mão e pendurado para secar, o cabacinha tornou-se símbolo do Araguaia e mantém famílias ligadas a uma tradição de cerca de oito décadas. A produção está concentrada em cinco municípios goianos.
24/10/2026
Bolo de R$ 900 para festa de 80 convidados chega com tamanho e decoração diferentes
Encomenda de bolo personalizado que não corresponde ao combinado pode dar ao consumidor direito à restituição do valor pago, segundo o Código de Defesa do Consumidor. Entenda as possíveis soluções.
23/10/2026
Portelândia, em Goiás, é um dos quatro enclaves municipais do Brasil, cercada totalmente por Mineiros
Localizada no Sudoeste goiano, Portelândia não faz divisa com nenhuma outra cidade e está completamente cercada pelo território de Mineiros. Segundo a Goiás Turismo, o município é um dos quatro do país com essa configuração territorial rara.