segunda-feira, 08 de junho de 2026
O árbitro somali Omar Artan, escalado para atuar na Copa do Mundo de 2026, teve sua entrada nos Estados Unidos barrada, segundo informou nesta segunda-feira (8) uma autoridade da Somália. Os motivos da decisão ainda não foram divulgados pelas autoridades americanas.
De acordo com Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, Artan possuía visto válido para ingressar no país. No entanto, ele foi impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos três países-sede do Mundial, ao lado de Canadá e México.
A Somália está entre as nações afetadas por restrições de viagem impostas pelo governo do presidente Donald Trump, o que pode ter relação com o caso, embora nenhuma justificativa oficial tenha sido apresentada.
Abshir criticou a decisão e afirmou que Artan é um dos árbitros mais respeitados do continente africano. Segundo ele, impedir o profissional de trabalhar na competição prejudica não apenas sua carreira, mas também os princípios de mérito e igualdade defendidos pelo futebol.
Aos 34 anos, Omar Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo. Ele integra o quadro da Fifa desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
Artan estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição de 2026 do torneio. O caso gerou repercussão e levantou debates sobre os impactos das restrições migratórias em eventos esportivos internacionais.
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