terça-feira, 10 de março de 2026
Foto: Reprodução
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal acompanha com cautela a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã antes de decidir sobre eventuais reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ela, não há pressão política do governo para segurar os valores, mesmo em ano eleitoral.
Em entrevista à agência Bloomberg, em Nova York, na segunda-feira (9), a executiva explicou que a companhia analisa o comportamento do mercado internacional para entender se a alta recente do petróleo é momentânea ou se representa uma tendência mais duradoura.
“Estamos acompanhando de perto todos esses acontecimentos e vamos reagir no momento certo. Precisamos ter certeza de que não se trata de uma tendência passageira e de que o cenário é razoavelmente estável para nos permitir seguir na direção correta”, afirmou.
A Petrobras destacou que sua política de preços busca evitar oscilações bruscas que possam gerar impactos negativos na economia brasileira. A estatal procura equilibrar as variações do mercado internacional com a realidade do consumidor no país.
O tema é considerado sensível para o governo, já que o preço dos combustíveis costuma ter forte influência na economia e na opinião pública, especialmente em períodos eleitorais.
No início da semana, o barril de petróleo chegou a ultrapassar a marca de US$ 100, pressionado pelas tensões no Oriente Médio. Porém, no final da noite de segunda-feira (9), o valor recuou para US$ 89,06, após declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o conflito “está praticamente concluído”.
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