quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Um perfil que viralizou nas últimas semanas no Instagram já ultrapassou a marca de 331 mil seguidores e continua crescendo rapidamente. A página mostrava as supostas irmãs Valeria e Camila, que publicavam fotos com amigos, imagens sensuais de biquíni e relatos do dia a dia, conquistando milhares de fãs em pouco tempo.
De acordo com a história divulgada no perfil, as jovens seriam da Flórida, nos Estados Unidos, e teriam uma condição rara conhecida como gêmeos siameses dicefálicos parapagos. As postagens incluíam relatos sobre a infância, desafios médicos, vida amorosa e rotina, além de conteúdos provocantes que impulsionaram o engajamento da página.
Em interações com seguidores, Valeria e Camila afirmavam que cada uma controlava um lado do corpo e que, para se relacionar com alguém, ambas precisavam sentir atração pela mesma pessoa. Elas também mencionavam cirurgias ao longo da vida e exibiam supostas cicatrizes como forma de comprovar a condição.
Com o aumento da popularidade, porém, o conteúdo passou a levantar desconfiança. Especialistas em perícia digital analisaram as imagens e identificaram diversas inconsistências. Técnicas de análise visual apontaram falhas na fusão dos corpos, além de detalhes considerados anatomicamente impossíveis, como irregularidades na junção do pescoço e padrões de pele incompatíveis com a biologia humana.
A conclusão dos analistas foi clara: Valeria e Camila não existem. As chamadas “gêmeas siamesas” foram criadas por inteligência artificial, com o objetivo de gerar engajamento e possivelmente retorno financeiro. O caso reacende o alerta sobre perfis virtuais que não deixam claro o uso de IA e levanta o debate sobre os limites entre entretenimento, ficção e engano nas redes sociais.
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