terça-feira, 27 de outubro de 2026
A votação de 27 de outubro em Israel coloca o primeiro?ministro Benjamin Netanyahu, em seu sexto mandato, sob avaliação direta dos eleitores, frente ao massacre de 7 de outubro, conflitos regionais e processos judiciais.
Imagem: Marcello Casal Jr (CC BY 3.0 br)
As eleições realizadas nesta terça?feira, 27 de outubro, em Israel, são interpretadas como um julgamento popular ao primeiro?ministro Benjamin Netanyahu, bem como um termômetro da rejeição ao seu governo.
Esta é a primeira oportunidade em que os eleitores israelenses poderão avaliar a liderança de Netanyahu diante do massacre ocorrido em 7 de outubro de 2023 - evento que ele nunca reconheceu como responsabilidade e que rejeitou a criação de uma comissão independente de inquérito -, bem como das guerras envolvendo Gaza, Líbano e Irã, que contribuíram para o isolamento internacional do país.
Milhares de israelenses que estavam no exterior retornaram ao país exclusivamente para exercer o voto, demonstrando a importância atribuída ao pleito.
Benjamin Netanyahu, com 77 anos, está concorrendo ao seu sexto mandato, sendo o primeiro?ministro mais longevo da história de Israel. Seu último mandato foi o mais radical, nacionalista e religioso, sustentado por alianças com partidos de extrema?direita e setores ultraortodoxos. O slogan de campanha adotado por Netanyahu é "Direita ou Palestina", expressão que rima em hebraico, mas que, no contexto atual, assume um sentido contraditório.
Sobre o programa de governo, pesa a tentativa de aprovar uma controversa reforma judicial, além de três processos em que Netanyahu é acusado de corrupção e um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de crimes de guerra.
O bloco opositor ao primeiro?ministro se consolidou em torno do ex?general e ex?chefe do Estado?Maior Gadi Eisenkot, de 66 anos, líder do partido Yashar. Embora tenha servido em um dos governos de Netanyahu, o primeiro?ministro o descreve como um esquerdista, uma ameaça à segurança nacional ou uma marionete dos partidos árabes. Eisenkot posiciona?se como centrista, não se define como pacifista, mas possui reputação de integridade que lhe permite dialogar com grande parte do espectro político israelense.
Eisenkot responsabiliza Netanyahu por não ter cumprido
Fonte: G1 Mundo.
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