Diretor-geral da OMS diz que surto de dengue no Brasil faz parte de aumento global da doença

POR Bento Júnior | 07/02/2024
Diretor-geral da OMS diz que surto de dengue no Brasil faz parte de aumento global da doença

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse nesta quarta-feira (7) que o surto de dengue no Brasil faz parte "de um grande aumento em escala global" da doença e que, "a exemplo de muitos países, também enfrenta desafios significativos".

 

Neste ano, o país já registrou mais de 360 mil casos (prováveis e confirmados) de dengue, com 40 mortes confirmadas. Isso representa um aumento de 291% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados pouco mais de 93 mil casos nas primeiras cinco semanas do ano.

 

Em visita ao Brasil, ele participou do lançamento de um plano do Ministério da Saúde para eliminação de doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações em situação de maior vulnerabilidade social, como malária, doença de Chagas, sífilis, hepatite B e HIV.

 

O governo federal instalou um Centro de Operações de Emergência (COE) contra a dengue e outras arboviroses para coordenar as ações de combate e monitorar o avanço da epidemia. A cidade do Rio de Janeiro decretou estado de emergência em saúde pública por causa da dengue. A primeira morte no ano foi confirmada.

 

O governo do Distrito Federal também já tinha tomado decisão semelhante no fim de janeiro por causa do surto da doença: já foram registradas 11 mortes neste ano e foi aberto um hospital de campanha para tratar os doentes.

 

Em seu discurso, o representante da OMS ainda citou o papel do Brasil como um grande produtor de vacinas. "A OMS também vem trabalhando com o Instituto Butantan, com vistas a explorar uma nova via de colaboração para acelerar a produção local de novas vacinas avançadas aqui no Brasil", disse Adhanom.

 

O Brasil, que será o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público de saúde, tenta encontrar uma saída para garantir doses suficientes para a população.

No momento, o país conta no SUS apenas com a vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda Pharma. No entanto, a quantidade é limitada e dará para imunizar apenas um pequeno grupo de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, definido como público-alvo inicial.

 

Nesta quarta, a ministra da Saúde disse que a pasta tem feito estudos para ver se será possível ampliar a faixa etária. "Existem pesquisas sendo feitas tanto laboratoriais quanto também a de estudo observacional que vai começar a ser feito tão logo a vacina comece a ser aplicada", afirmou Nísia.

 

Em outra frente gira em torno de uma vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a sua eficácia comprovada. A expectativa é que esses sejam enviados para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) neste ano e que a aplicação das primeiras doses ocorra ainda em 2025.

 

O acesso a uma nova vacina contra a doença ganha ainda mais importância no ano em que o aquecimento global e o El Niño contribuem para um novo surto da doença no país.

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