domingo, 31 de agosto de 2025
Foto: Reprodução/Camile Lugarini / via Agência Brasil
Após mais de 20 anos considerada extinta na natureza, a ararinha-azul (Spix’s macaw) voltou oficialmente ao seu habitat natural na Caatinga, na Bahia. O feito histórico é resultado de um programa internacional coordenado pelo governo brasileiro em parceria com criadores especializados da Alemanha. Ao todo, 52 aves foram repatriadas.
A primeira soltura ocorreu em junho de 2022, quando 20 ararinhas criadas em cativeiro foram liberadas em áreas protegidas de Curaçá (BA). Desde então, novos filhotes nasceram em liberdade, um acontecimento inédito em décadas.
Especialistas consideram a iniciativa um dos maiores marcos mundiais na conservação de psitacídeos, sendo “a reintrodução mais cuidadosamente planejada, executada e bem-sucedida já realizada com qualquer espécie” desse grupo.
O projeto inclui a criação de unidades de conservação — como o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul e a APA da Ararinha-Azul —, além da restauração da Caatinga. Também prevê ninhos artificiais em caraibeiras e treinamentos de voo e socialização para preparar as aves antes da soltura.
Mais do que a recuperação de uma espécie, o retorno da ararinha-azul representa um símbolo de esperança. Após duas décadas sem registros em vida livre, a ave inspira políticas ambientais mais ambiciosas e mobiliza comunidades locais na preservação do bioma, antes ameaçado pelo tráfico e pela destruição do habitat.
*Com informações Terra Fatos
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