segunda-feira, 31 de março de 2025
Foto: Pixabay
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (25) um decreto que prevê mudanças no sistema eleitoral do país. O documento destaca o Brasil como um exemplo de segurança na aplicação da biometria para identificação dos eleitores.
"A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração para a cidadania", afirma.
A nova medida exige que os eleitores comprovem sua cidadania americana para participar das eleições. Segundo a Casa Branca, o objetivo é impedir a interferência de cidadãos estrangeiros no processo eleitoral dos EUA. Embora a legislação americana já proíba a participação de imigrantes ilegais nas votações, Trump alega que essa prática ocorreu nos últimos anos.
O decreto determina que os departamentos de Segurança Interna (DHS), de Estado e a Administração da Segurança Social forneçam aos estados acesso a um banco de dados federal. É nesse contexto que o Brasil e a Índia são citados como exemplos do uso da biometria para garantir a integridade do sistema eleitoral.
Além disso, a medida condiciona o financiamento federal aos estados que seguirem os padrões de votação estabelecidos, incluindo a proibição da contagem de votos recebidos após o Dia da Eleição. O decreto justifica essa decisão argumentando que alguns estados não cumprem essa regra e contabilizam cédulas recebidas posteriormente, o que, segundo Trump, compromete a transparência do processo.
"Diversos estados não cumprem essas leis, contando cédulas recebidas após o Dia da Eleição. Isso é como permitir que pessoas que chegam três dias depois, talvez após um vencedor já ter sido declarado, votem pessoalmente, o que seria absurdo", destaca.
Com a nova medida, o governo americano busca reforçar a segurança eleitoral e evitar possíveis fraudes, utilizando como referência práticas já adotadas em outros países, como o Brasil.
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