quarta-feira, 15 de abril de 2026

Suspeito de desviar R$ 37 milhões da avó é alvo de operação da Polícia Civil em Goiás

POR Marcos Paulo dos Santos | 15/04/2026
Suspeito de desviar R$ 37 milhões da avó é alvo de operação da Polícia Civil em Goiás
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Um homem identificado como Fabiano Pedrosa Leão foi alvo de uma operação da Polícia Civil que apura o desvio de aproximadamente R$ 37 milhões das contas da própria avó, Angélica Gonçalves Pedrosa. O caso envolve suspeitas de exploração financeira durante o processo de partilha de bens da idosa.

 

A ação foi realizada na última segunda-feira (13), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Goiânia e no município de Firminópolis. Além de Fabiano, a mãe dele, Marli Gonçalves Pedrosa Leão, também foi alvo da operação. Durante as diligências, os policiais apreenderam celulares, documentos e computadores, que serão submetidos à perícia.

 

Segundo a Polícia Civil, duas armas de fogo irregulares foram encontradas na residência de Fabiano. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas acabou sendo liberado após pagamento de fiança.

 

As investigações apontam que a idosa era semianalfabeta e não possuía letramento digital, dependendo de terceiros para realizar operações financeiras mais complexas. Nesse contexto, Fabiano auxiliava na administração dos negócios agrícolas da avó.

 

Após a morte de Angélica, em maio de 2024, uma das filhas da idosa procurou a polícia e denunciou possíveis irregularidades na divisão dos bens. De acordo com o delegado Alexandre Bruno de Barros, titular da Delegacia do Idoso em Goiânia, a apuração indica que a partilha pode não ter sido realizada de forma justa.

 

“O objetivo foi investigar um possível caso de estelionato e exploração financeira contra uma idosa, que teria resultado em uma divisão desigual do patrimônio”, afirmou o delegado.

 

Fabiano já havia sido ouvido anteriormente pela Delegacia de Proteção ao Idoso. Em depoimento, ele afirmou que sempre informou a avó sobre as movimentações financeiras e que os demais familiares tinham conhecimento dos lucros da fazenda, inclusive com registros assinados sobre os repasses.

 

Em nota enviada à TV Anhanguera, a defesa de Fabiano e Marli afirmou que as acusações são distorcidas e que o processo estaria sendo utilizado como forma de vingança em meio a uma disputa familiar por herança. Os advogados sustentam que ambos atuaram apenas na gestão dos bens, sem obtenção de vantagens indevidas, e que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.

 

A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase final e que o indiciamento dos investigados deve ser concluído em breve.

 

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