segunda-feira, 01 de junho de 2026
O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes preocupa especialistas e autoridades de saúde. Em Goiás, quatro em cada dez jovens entre 13 e 17 anos afirmaram já ter experimentado dispositivos como vapes, pods e e-cigarettes, segundo a 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação.
De acordo com o levantamento, 39,2% dos estudantes goianos entrevistados disseram já ter utilizado cigarros eletrônicos pelo menos uma vez. O índice é maior entre as meninas, que registraram percentual de 41,6%, enquanto entre os meninos a taxa ficou em 36,9%.
A pesquisa também revelou que a experimentação é mais comum entre alunos de escolas públicas. Nesses estabelecimentos, 40% dos estudantes relataram já ter usado os dispositivos, contra 34,5% nas escolas particulares.
Com esse resultado, Goiás ocupa a quinta posição no ranking nacional de consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Mato Grosso do Sul lidera a lista, com 48,2%, seguido por Paraná (44,9%), Distrito Federal (43,7%) e Mato Grosso (41,4%).
O estudo destaca ainda o avanço do consumo desses produtos na região Centro-Oeste. Entre 2019 e 2024, o percentual de adolescentes que afirmaram já ter experimentado cigarros eletrônicos praticamente dobrou, passando de 23,7% para 42%.
Além dos dispositivos eletrônicos, a pesquisa também investigou o uso de cigarros convencionais. Em Goiás, 23,2% dos adolescentes disseram já ter fumado antes dos 18 anos. Os índices foram semelhantes entre meninos (23,3%) e meninas (23,1%), mas mais elevados entre estudantes de escolas públicas (24,3%) do que privadas (16,3%).
Outro dado que chamou atenção foi a iniciação precoce ao tabagismo. Segundo a PeNSE, 13,8% dos estudantes goianos afirmaram ter fumado antes dos 13 anos de idade, situação mais frequente entre meninos matriculados na rede pública.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o crescimento do consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes está ligado a estratégias de marketing direcionadas ao público jovem. No Brasil, a venda e a comercialização desses dispositivos seguem proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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