sexta-feira, 03 de julho de 2026
Foto: Divulgação/Polícia Civil do Amapá
Cinco pessoas foram presas nesta quinta-feira (2) durante uma operação da Polícia Civil contra uma organização criminosa suspeita de aplicar o golpe do falso boleto via Pix. Segundo as investigações, o esquema causou um prejuízo estimado em R$ 22 milhões e fez centenas de vítimas.
As prisões ocorreram em Goiânia e Trindade. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Senador Canedo. A ação faz parte da segunda fase da investigação, conduzida pela Polícia Civil do Amapá.
De acordo com a polícia, a quadrilha criava sites falsos que imitavam as páginas oficiais de concessionárias de água e energia elétrica para desviar pagamentos de contas, principalmente de consumidores do Amapá. A estrutura criminosa tinha base operacional em Goiás e era composta por pelo menos 18 integrantes, que atuavam em diferentes funções, como desenvolvimento das páginas fraudulentas, movimentação dos valores e administração de empresas de fachada utilizadas para receber o dinheiro das vítimas.
O principal responsável pelo esquema já havia sido preso há cerca de três meses, durante a primeira fase da operação.
As investigações apontam ainda que os criminosos impulsionavam os sites falsos para que aparecessem entre os primeiros resultados dos mecanismos de busca na internet. Dessa forma, ao procurar a página oficial da concessionária, o consumidor acabava acessando o endereço fraudulento sem perceber.
Segundo o delegado Ederson Martel, da Polícia Civil do Amapá, o golpe começou a ser descoberto após consumidores serem cobrados novamente pelas concessionárias, mesmo acreditando que haviam quitado as contas.
"Descobrimos a organização criminosa que estava criando os sites falsos e emitindo boletos falsos depois que as pessoas começaram a pagar suas contas achando que estavam realmente pagando para a concessionária e eram cobradas depois. A partir daí, elas descobriam que tinham caído em um golpe", explicou o delegado.
Ao emitir o boleto ou optar pelo pagamento via Pix, os valores eram direcionados para contas vinculadas a empresas de fachada controladas pela organização criminosa, em vez de serem repassados às concessionárias.
Além das cinco prisões, a segunda fase da operação busca reunir novas provas e identificar outros integrantes da quadrilha. As investigações continuam.
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