sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Reprodução / Câmeras de Segurança
A Polícia Civil de Goiás investiga o desaparecimento de uma corretora de imóveis de 43 anos, que não é vista desde o dia 17 de dezembro, em Caldas Novas, no sul do estado. O caso chama atenção pelas circunstâncias incomuns e pelo fato de o sumiço ter ocorrido dentro do próprio condomínio onde ela morava e administrava imóveis da família.
De acordo com as informações apuradas, o desaparecimento aconteceu após uma queda de energia no apartamento da corretora. Imagens de câmeras de segurança e um vídeo enviado por ela a uma amiga registram seus últimos momentos conhecidos. Nas gravações, a mulher aparece mostrando o imóvel sem luz, descendo até a portaria para questionar o funcionário sobre o problema elétrico e, em seguida, conversando com um vizinho no elevador.
O circuito interno do prédio também registrou quando ela seguiu até o subsolo do edifício para religar o relógio de energia. Nesse trajeto, a corretora estaria gravando um segundo vídeo no celular, mas o arquivo não chegou a ser enviado.
A família afirma que há indícios de que ela não pretendia sair do condomínio. Segundo a mãe, a corretora vestia roupas simples e deixou a porta do apartamento destrancada, o que indica que pretendia retornar rapidamente. O principal questionamento dos familiares é a ausência de novas imagens após a descida ao subsolo.
O prédio possui 165 unidades, mas não há registros que mostrem a corretora retornando ao apartamento ou saindo do condomínio. O desaparecimento foi percebido no dia seguinte, quando familiares tentaram contato telefônico sem sucesso. Ao irem até o imóvel, encontraram o apartamento vazio.
Buscas foram realizadas em hospitais, unidades de pronto atendimento e em outros imóveis da família na cidade, mas nenhuma pista foi encontrada. A corretora tinha uma viagem programada para Uberlândia (MG), onde passaria as festas de Natal com a família, com retorno previsto para o Ano Novo.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Caldas Novas. A corporação informou que diligências seguem em andamento e que testemunhas já foram ouvidas. Detalhes do caso estão sendo mantidos sob sigilo para não comprometer as apurações.
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