quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Um levantamento do Serasa sobre o custo de vida no Brasil revela que os moradores de Goiás gastam menos com moradia do que a média nacional, porém enfrentam despesas mais altas em áreas essenciais, como saúde e transporte.
Enquanto o brasileiro desembolsa, em média, R$ 1.100 por mês com aluguel, financiamento e condomínio, em Goiás esse valor fica em R$ 900 — R$ 200 a menos que o índice nacional. Apesar da economia nessa categoria, outros gastos básicos acabam pressionando o orçamento das famílias goianas.
De acordo com a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (11), o custo médio mensal do brasileiro é de R$ 3.520. Em Goiás, o total é um pouco menor, chegando a R$ 3.370. Ainda assim, despesas com saúde e atividades físicas atingem R$ 570 por mês no estado, acima dos R$ 540 registrados na média do país.
O transporte também pesa mais no bolso dos goianos. O gasto médio é de R$ 370, enquanto a média nacional é de R$ 350. Já em lazer, os moradores de Goiás desembolsam R$ 360 mensais, contra R$ 340 no restante do Brasil.
As chamadas despesas fixas — como água, energia elétrica, internet e serviços de streaming — são mais caras no Centro-Oeste. A região lidera o ranking nacional, com média mensal de R$ 590, superando o Sul (R$ 550), o Sudeste (R$ 540) e a média brasileira, de R$ 520.
No recorte do custo total de vida, o Centro-Oeste registra média mensal de R$ 3.660, acima da média nacional. A região fica atrás apenas do Sul, que lidera com R$ 3.940, e do Sudeste, com R$ 3.840. O Nordeste aparece como a região mais econômica do país, com gasto médio de R$ 2.760 por mês.
O estudo aponta ainda que sete em cada dez brasileiros afirmam que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses. Mesmo diante desse cenário, apenas 11% dos moradores do Centro-Oeste disseram que considerariam mudar de cidade para reduzir despesas.
A pesquisa foi realizada em parceria com o Instituto Opinion Box, entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 6.063 pessoas em todo o país, com margem de erro de 1,2 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Do total de participantes, 45% eram homens e 55% mulheres. Em relação à renda, 13% declararam renda alta, 35% renda média e 52% renda baixa.
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