quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Goiás

Em Catalão, homem é mordido por macaco-prego durante caminhada em represa

POR Marcos Paulo dos Santos | 12/08/2026
Em Catalão, homem é mordido por macaco-prego durante caminhada em represa
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Um homem precisou procurar atendimento médico após ser mordido por um macaco-prego enquanto caminhava com a esposa na região da represa do Clube do Povo, em Catalão, no sudeste de Goiás. O caso aconteceu na tarde de domingo (9) e foi registrado em vídeo.

 

O casal caminhava pelo calçadão quando encontrou um grupo de macacos próximo à margem da represa. A mulher começou a filmar os animais e, durante a gravação, eles ficaram agitados. Em determinado momento, um dos macacos pulou no pé do homem e o mordeu.

 

Como estava usando sapato, ele não percebeu imediatamente que havia sido ferido. Somente após chegar em casa e começar a sentir dores no pé, retirou o calçado e constatou a mordida.

 

O homem procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Catalão, onde recebeu a primeira dose da vacina antirrábica. Ele ainda deverá receber outras doses previstas no tratamento.

 

Aproximação de animais silvestres exige cuidado

 

O episódio reforça a necessidade de manter distância de animais silvestres, mesmo quando eles aparentam estar tranquilos ou habituados à presença de pessoas.

 

A médica-veterinária Ângela Graciely Carvalho explica que os macacos-prego são animais inteligentes, curiosos e adaptáveis, mas continuam sendo silvestres. Em regiões urbanas, eles podem se aproximar das pessoas por curiosidade ou em busca de alimento.

 

Tentativas de tocar ou capturar os animais, aproximações excessivas ou situações em que a rota de fuga seja bloqueada podem ser interpretadas como ameaça e desencadear uma reação defensiva.

 

Outra recomendação é não oferecer alimentos aos macacos. A prática pode alterar o comportamento natural dos animais e fazer com que eles relacionem a presença humana à comida, aumentando as aproximações e possíveis conflitos.

 

Ao encontrar um macaco-prego, a orientação é manter vários metros de distância, não tentar alimentá-lo ou tocá-lo e jamais encurralá-lo. Caso o animal demonstre sinais de desconforto, o espaço deve ser ampliado.

 

Em situações envolvendo mordidas ou arranhões de animais silvestres, o ferimento deve ser lavado imediatamente com água corrente e sabão. Também é necessário procurar atendimento médico para avaliação dos riscos de infecção e possível exposição a zoonoses.

 

 

 

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