quarta-feira, 23 de julho de 2025
Fotos: Wesley Costa e André Saddi
O governador Ronaldo Caiado iniciou, nesta quarta-feira (23), uma série de reuniões com representantes dos setores da saúde e do agronegócio para discutir estratégias de enfrentamento ao tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Os encontros, que seguem até quinta-feira (24), têm o objetivo de entender os impactos diretos nas cadeias produtivas e alinhar ações conjuntas entre o governo estadual e os empresários. Goiás foi o primeiro estado a adotar medidas efetivas para proteger empregos e a economia local, com o lançamento recente de linhas de crédito voltadas aos setores mais afetados.
No primeiro momento, Caiado ouviu representantes do setor de Fármacos e Saúde. As lideranças alertaram para os riscos de uma possível reciprocidade tarifária por parte do Brasil, o que poderia elevar significativamente os custos hospitalares. “Estamos falando de vida. É um pedido humanitário ao governo americano para que exclua a saúde do tarifaço”, disse o governador.
O secretário estadual da Saúde, Rasivel dos Reis, destacou que cerca de 30% dos custos hospitalares estão ligados a insumos e medicamentos, muitos deles vindos dos EUA. Um aumento de 2% a 3% nesses custos pode comprometer a sustentabilidade de hospitais, alertou. Empresários também chamaram atenção para possíveis desabastecimentos e entraves regulatórios para substituir fornecedores.
Na sequência, o governador se reuniu com produtores de carne, derivados e pescados. Ainda nesta quarta-feira, acontecem novos encontros com os setores da Mineração, Soja e Cítricos. Na quinta, a rodada se encerra com os segmentos Sucroenergético e Curtume.
Durante reunião com lideranças do agronegócio, Caiado reforçou que Goiás está se antecipando à crise. “Estamos tomando medidas antes que o impacto chegue. É isso que diferencia Goiás de outros estados”, afirmou.
Entre as medidas anunciadas pelo governo estão: o Fundo Creditório para apoiar exportadores afetados, o uso do Fundeq para subsidiar encargos em operações de crédito e o Fundo de Estabilização Econômica do Estado, que poderá garantir serviços essenciais durante a crise.
Participaram das discussões lideranças da Fieg, Faeg, empresários e representantes sindicais.
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