domingo, 29 de março de 2026

Após nascimento inédito, Zoológico de Goiânia busca ampliar reprodução de araras-azuis

POR Thais Cabral | 29/03/2026
Após nascimento inédito, Zoológico de Goiânia busca ampliar reprodução de araras-azuis

Foto: Reprodução/Jornal Opção.

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Pela primeira vez, o Zoológico de Goiânia registrou o nascimento de filhotes de arara-azul em cativeiro, um marco considerado inédito pela equipe técnica da instituição. O resultado é visto como um avanço importante no trabalho de conservação da espécie, que está ameaçada de extinção.

Os dois filhotes nasceram em 20 de agosto do ano passado e hoje já estão do tamanho dos pais. No futuro, eles devem integrar o plantel reprodutivo do zoológico, com a proposta de contribuir para a formação de novos casais.

De acordo com a médica veterinária do Zoológico de Goiânia, Viviane Silva Borges, o casal de araras está junto há cerca de cinco anos. Apesar de outras tentativas anteriores, esta foi a primeira vez que a reprodução teve sucesso.

Ao todo, foram colocados três ovos, dos quais nasceram dois filhotes, ambos machos. Segundo a veterinária, eles seguem sob os cuidados dos pais, comportamento comum da espécie. Esse período de proteção pode durar cerca de um ano e interfere diretamente no intervalo entre as reproduções, que costuma ocorrer a cada dois anos.

A expectativa da equipe é manter os dois animais no plantel para, futuramente, tentar formar novos pares reprodutivos. A separação dos filhotes dos pais deve acontecer entre 10 e 12 meses, permitindo que o casal volte a tentar uma nova reprodução. Já os filhotes só poderão se reproduzir quando atingirem a maturidade sexual, por volta dos 7 anos.

Atualmente, o zoológico conta com três fêmeas de arara-azul, o que pode favorecer a formação de novos casais no futuro. Mesmo assim, a equipe destaca que o processo exige tempo e acompanhamento, já que será necessário observar se as fêmeas estarão em período fértil quando os machos atingirem a idade reprodutiva.

A arara-azul-grande vive principalmente no Pantanal, no Cerrado e em partes da Amazônia. A espécie pode chegar a cerca de um metro de comprimento e está classificada como vulnerável à extinção.

 

 

*Com informações Jornal Opção

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