quarta-feira, 10 de junho de 2026
Foto: Ton Paulo/Jornal Opção
A inteligência artificial passará a integrar a rotina de milhares de servidores públicos em Goiás. O estado será o primeiro do Brasil a implementar, em larga escala, o uso do Gemini, ferramenta desenvolvida pelo Google, em órgãos da administração pública estadual.
A iniciativa prevê a disponibilização de até 20 mil licenças para servidores e a integração da tecnologia aos sistemas já utilizados pelo governo. A expectativa é que a ferramenta contribua para agilizar análises, auxiliar na elaboração de documentos, organizar informações e reduzir o tempo gasto em atividades administrativas.
O lançamento oficial do programa está marcado para esta terça-feira (10), no Auditório Mauro Borges.
A implantação ocorrerá de forma escalonada. Inicialmente, serão liberadas 500 licenças. Nos meses seguintes, o número de usuários será ampliado para 2 mil, 4 mil, 8 mil, 14 mil e, posteriormente, chegará a 20 mil servidores.
A medida acompanha uma tendência mundial de adoção da inteligência artificial por governos e instituições públicas para automatizar tarefas repetitivas, acelerar processos internos e aumentar a produtividade dos serviços prestados à população.
Na prática, o Gemini deverá auxiliar servidores em atividades que atualmente exigem grande volume de leitura, pesquisa e produção de documentos.
Entre as aplicações previstas estão consultas ao Diário Oficial do Estado, apoio na elaboração de pareceres e despachos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), auxílio na análise de processos do Procon Goiás e suporte às atividades do Sistema de Logística Governamental (SisLog), utilizado nas compras públicas.
A tecnologia também poderá ser utilizada para organizar agendas, resumir conteúdos, elaborar minutas de documentos e otimizar a gestão de e-mails corporativos.
Segundo o governo estadual, a expectativa é que essas funcionalidades reduzam etapas burocráticas e proporcionem maior agilidade aos serviços públicos.
A proteção das informações utilizadas pelos órgãos públicos é uma das preocupações centrais do projeto.
De acordo com o governo, o ambiente contratado possui configuração específica para uso governamental. Os dados inseridos pelos servidores não poderão ser utilizados para treinamento de modelos públicos de inteligência artificial nem ficarão acessíveis a usuários externos.
A medida busca garantir a segurança de informações estratégicas e documentos produzidos pela administração estadual.
Com a implantação das 20 mil licenças previstas, Goiás pretende fortalecer sua estratégia de transformação digital e se consolidar como referência nacional na adoção de novas tecnologias para a gestão pública.
*Com informações Jornal Opção
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