sexta-feira, 23 de outubro de 2026
A pesquisadora responsável pelos estudos da polilaminina criticou as novas regras da Anvisa para o uso compassivo da proteína, afirmando que as restrições geram uma corrida contra o tempo para pacientes que precisam do tratamento de forma emergencial.
Foto: via Metrópoles - Saúde
A pesquisadora responsável pelos estudos da polilaminina, Tatiana Sampaio, criticou as restrições para o uso compassivo da proteína impostas em abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A manifestação foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais na quarta-feira (21/10). Segundo ela, as regras provocam uma "correria louca" para pacientes que precisam do tratamento de forma emergencial.
O uso compassivo é a liberação oficial de um medicamento, terapia avançada ou dispositivo médico que ainda não possui registro na Anvisa e segue em fase de testes. A autorização é concedida pelo órgão e avaliada caso a caso.
Pelas novas normas, a autorização, que antes era permitida para lesões de até três meses, passou a ser restrita a lesões ocorridas há três dias, localizadas entre as vértebras T2 e T10, na coluna torácica. Anteriormente, pacientes com lesões sofridas há até três meses conseguiam fazer o uso compassivo da polilaminina mediante autorização da Anvisa.
A agência justifica a posição alegando ausência de dados de segurança e aponta o registro de mortes entre pacientes que receberam a substância. Em nota de destaque sobre o tema, a Cristália confirmou que sete pacientes que receberam a polilaminina morreram.
Vale lembrar que a polilaminina ainda não possui eficácia comprovada. Um estudo sobre a substância foi publicado, mas reforça que sua eficácia é incerta. Pacientes com lesão medular e seus familiares devem buscar orientação de um médico ou de outro profissional de saúde qualificado, que poderá indicar as opções disponíveis e os riscos envolvidos em cada caso.
Fonte: Metrópoles - Saúde.
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