sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Saúde

Papa Leão XIV tem diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar

POR | 16/10/2026

Papa Leão XIV, de 71 anos, foi operado para remoção de nódulo pulmonar e recebeu diagnóstico de adenocarcinoma; mãe e irmão também tiveram câncer, o que levanta debate sobre risco genético.

Papa Leão XIV tem diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar

Foto: via Saúde Abril

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Papa Leão XIV foi submetido a cirurgia na terça?feira, dia 13, para retirada de um nódulo no pulmão; a análise patológica identificou adenocarcinoma pulmonar, subtipo mais frequente de tumor maligno no órgão, sobretudo em indivíduos que não fumam, como o pontífice de 71 anos.

O caso trouxe à tona o histórico familiar de câncer: sua mãe, Mildred Martinez, faleceu em 1990, aos 77 anos, após passar por sessões de quimioterapia; já o irmão mais velho, Louis Prevost, de 74 anos, encontra?se hospitalizado na Flórida para tratamento da mesma doença.

Estudos científicos apontam que ter parentes com câncer de pulmão eleva a probabilidade de desenvolver a enfermidade; mesmo quando o problema está associado ao tabagismo, a exposição contínua ao fumo de segunda mão pode representar risco para os familiares.

Quando o câncer não tem origem no hábito de fumar, a literatura indica que o risco médio de contrair tumor pulmonar é aproximadamente 1,51 vezes maior em quem possui antecedentes familiares, segundo um amplo estudo que analisou mais de 24 mil casos e controlou variáveis como o tabagismo.

O risco aumenta ainda mais quando o parente afetado é um irmão; porém, no caso de Leão XIV, não há informações públicas sobre o tipo específico de câncer que acometeu sua mãe ou seu irmão, o que limita a avaliação da relação genética exata.

Embora exista forte correlação genética entre tumores pulmonares em familiares, a associação enfraquece quando cada pessoa desenvolve um tipo diferente de câncer; assim, a situação do pontífice ilustra a complexidade da influência hereditária.

Especialistas recomendam que pessoas com histórico familiar de câncer procurem avaliação médica regular e discutam possíveis exames de rastreamento com profissionais de saúde qualificados, sem substituir orientação médica.

Fonte: Saúde Abril.

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