domingo, 18 de outubro de 2026
Um ensaio com quase 10 mil australianos com 70 anos ou mais, sem doenças crônicas, acompanhados por seis anos, revelou que o uso de estatinas pode baixar em até 30% a probabilidade de AVC e infarto, segundo publicação no The New England Journal of Medicine.
Foto: via Saúde Abril
Um estudo conduzido na Austrália, envolvendo quase 10 mil participantes com idade igual ou superior a 70 anos e sem doenças crônicas pré?existentes, acompanhou os indivíduos por um período de seis anos para avaliar o efeito das estatinas - os fármacos mais prescritos para controle do colesterol alto - na ocorrência de eventos cardiovasculares graves.
Os resultados, publicados na The New England Journal of Medicine, indicaram que o uso regular de estatinas pode reduzir em até 30% o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos nessa faixa etária ainda pouco estudada.
"Com o envelhecimento da população, aumentou a necessidade de compreendermos esse público. Agora preenchemos uma lacuna", afirmou André Zimerman, cardiologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, ao comentar o estudo apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia.
O colesterol elevado é uma condição silenciosa, que geralmente não apresenta sintomas, o que torna essencial o monitoramento periódico do perfil lipídico. O tratamento farmacológico continua sendo um dos pilares para controlar a doença, com as estatinas e, mais recentemente, os inibidores de PCSK9, reconhecidos como classes consolidadas no manejo do colesterol.
Além da medicação, hábitos de vida saudáveis são fundamentais. O consumo de cigarro e álcool eleva o risco de doenças cardíacas e arteriais e ainda prejudica o metabolismo das gorduras sanguíneas. A prática regular de exercícios aeróbicos e de força contribui para a diminuição do colesterol LDL (ruim) e o aumento do HDL (bom). Uma alimentação rica em fibras e a evitação de alimentos ultraprocessados, que são abundantes em gorduras e açúcares, também são recomendadas.
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Fonte: Saúde Abril.
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