quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Canetas emagrecedoras no SUS terão receita médica e prioridade para pacientes com comorbidades

POR Thais Cabral | 24/09/2026
Canetas emagrecedoras no SUS terão receita médica e prioridade para pacientes com comorbidades

Foto: Reprodução

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As chamadas canetas emagrecedoras deverão ser disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o acesso não será indiscriminado. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os medicamentos serão oferecidos mediante prescrição médica e seguindo critérios que ainda serão definidos em um protocolo clínico nacional.

 

A proposta é priorizar pacientes que realmente necessitem do tratamento, especialmente pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças. O Ministério da Saúde afirma que a iniciativa não terá como foco o uso dos medicamentos para fins exclusivamente estéticos.

 

Entre os grupos que estão sendo estudados estão pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, pessoas com obesidade e problemas cardiovasculares e mulheres que tiveram câncer de mama. No último caso, pesquisadores avaliam se o tratamento pode contribuir para reduzir o risco de recorrência da doença.

 

“São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, afirmou Padilha.

 

Segundo o ministro, o Brasil possui atualmente 14 produtos registrados para o tratamento da obesidade. O governo também trabalha para ampliar a produção nacional, principalmente de medicamentos à base de semaglutida.

 

 

Enquanto o protocolo nacional é elaborado, o SUS acompanha pacientes em um estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. A pesquisa Real-Bari utiliza semaglutida em pessoas com obesidade grave ou associada a outras comorbidades.

 

Testes já começaram

 

De acordo com Padilha, o primeiro paciente participante do estudo estava na fila para cirurgia bariátrica e já perdeu seis quilos, além de apresentar redução da circunferência corporal e mudanças nos hábitos de vida.

 

Ao todo, 250 pacientes atendidos pelo SUS deverão ser acompanhados durante a pesquisa. Os resultados serão utilizados para avaliar a segurança e os benefícios do tratamento e ajudar na definição das diretrizes para uma futura oferta mais ampla das canetas emagrecedoras pela rede pública.

 

 

Fonte: Ministério da Saúde

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