quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Aos 40 anos, após duas perdas gestacionais, a paciente descobriu um nódulo mamário que se confirmou como câncer e, ao mesmo tempo, soube que estava grávida, enfrentando decisões complexas entre tratamento oncológico e gestação.
Foto: via Saúde Abril
Aos 40 anos, a mulher já era mãe de uma menina de 9 anos e nutria o desejo de ampliar a família, após duas perdas gestacionais ocorridas nos últimos dois anos.
Iniciou, então, uma investigação médica para compreender as causas das perdas e, durante o processo, foi submetida a um ultrassom de mamas que identificou um nódulo.
As investigações subsequentes, incluindo a realização de mamografia, confirmaram o diagnóstico de câncer de mama.
Em paralelo, os exames revelaram que a paciente estava grávida, criando a necessidade de conciliar duas situações que exigiam cuidados e decisões importantes.
Na primeira avaliação, recebeu a orientação de interromper a gravidez devido aos riscos que o tratamento oncológico poderia representar para o bebê, informação que considerou difícil.
Buscando outras opiniões, encontrou uma equipe multidisciplinar que avaliou o caso de forma individualizada, integrando oncologia e obstetrícia para definir a melhor estratégia, levando em conta a evolução da doença e o desenvolvimento da gestação.
A futura filha, que receberá o nome de Maria Guadalupe, foi incluída nas considerações da equipe.
Quanto à cirurgia, inicialmente havia a possibilidade de realizar apenas a remoção parcial da mama (lumpectomia). Contudo, a avaliação conjunta concluiu que essa alternativa poderia atrasar a radioterapia, procedimento que não seria adequado até o nascimento da bebê.
Assim, a indicação foi a mastectomia total da mama afetada, procedimento que foi realizado durante a gravidez, com reconstrução imediata da mama por meio de prótese.
O pós?operatório foi descrito como bastante difícil, e a paciente manifestou preocupação com os possíveis efeitos decorrentes da cirurgia e do tratamento, reforçando a importância de acompanhamento médico especializado.
Especialistas ressaltam que casos como este exigem decisões compartilhadas entre paciente e equipe de saúde, e recomendam que qualquer pessoa em situação semelhante procure orientação de profissionais qualificados para avaliação individualizada.
Fonte: Saúde Abril.
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