segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução
Lesões na medula espinhal sempre foram tratadas como praticamente irreversíveis pela medicina. Quando os neurônios são danificados, o organismo tem dificuldade extrema para restabelecer as conexões, tornando a paralisia uma condição permanente. Mas uma cientista brasileira pode ter mudado esse cenário.
Tatiana Sampaio, professora de Biologia da Matriz Extracelular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera um dos avanços científicos mais promissores das últimas décadas no país. Após quase 30 anos de estudos, ela coordenou uma equipe que desenvolveu a polilaminina, um composto experimental capaz de estimular a reconexão de neurônios lesionados na medula espinhal.
A polilaminina é uma proteína que atua durante o desenvolvimento do sistema nervoso, auxiliando na conexão entre neurônios. O material pode ser obtido a partir de proteínas extraídas da placenta humana e aplicado diretamente na área lesionada da medula. A proposta é estimular a regeneração dos circuitos nervosos e recuperar funções motoras e sensoriais antes consideradas perdidas.
Os testes realizados em humanos surpreenderam a comunidade científica internacional. Pacientes com quadros graves, incluindo casos de tetraplegia, apresentaram recuperação de movimentos e sensibilidade, algo até então visto como inviável pela medicina tradicional.
Apesar dos resultados animadores, o tratamento ainda está em fase experimental e precisa passar por etapas regulatórias antes de ser disponibilizado em larga escala. Mesmo assim, a pesquisa já colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre regeneração neural.
O trabalho de Tatiana Sampaio reacende a esperança de milhões de pessoas que convivem com algum tipo de paralisia e reforça o potencial da ciência brasileira no cenário mundial.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.