domingo, 18 de outubro de 2026
A Anvisa autorizou que o anticorpo monoclonal obinutuzumabe, comercializado como Gazyva, seja indicado para adultos com LES moderado a grave que já recebem tratamento padrão e apresentam autoanticorpos, ampliando as opções terapêuticas e reduzindo a dependência de corticoides.
Foto: via Saúde Abril
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, no início desta semana, a aprovação para um novo indicativo do obinutuzumabe, medicamento já conhecido por seu uso no tratamento de linfomas e leucemias. Sob a denominação comercial Gazyva, o fármaco passa a poder ser prescrito a pacientes que apresentam lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, em estágio moderado a grave.
Para que o tratamento seja considerado, o paciente deve ser adulto, já estar em terapia padrão para LES, e apresentar autoanticorpos positivos. Essa condição garante que o Gazyva seja administrado a quem ainda apresenta atividade da doença apesar do manejo convencional.
De acordo com a Anvisa, a decisão de ampliar a indicação do obinutuzumabe se baseou em estudos que mostraram redução da atividade do lúpus, diminuição da frequência de crises e menor necessidade de corticoides para o controle da doença. A principal vantagem apontada é a ampliação do leque de opções terapêuticas para pacientes que permanecem com LES ativo de forma contínua.
O obinutuzumabe é classificado como um anticorpo monoclonal humanizado que tem como objetivo a eliminação intensa e prolongada dos linfócitos B. No contexto do lúpus, essas células, que normalmente defendem o organismo, passam a atacar tecidos próprios, contribuindo para as complicações da doença. O Gazyva age sobre a proteína CD20, presente na superfície dos linfócitos B, interrompendo sua atividade.
Enquanto outros anticorpos monoclonais foram testados anteriormente sem demonstrar benefícios claros no tratamento do lúpus, o obinutuzumabe se destaca como o primeiro da categoria a apresentar resultados relevantes em ensaios clínicos de fase 3. Essa evidência reforça a expectativa de que o Gazyva possa representar uma alternativa eficaz para pacientes que dependem de corticoides, os quais podem causar efeitos colaterais significativos quando usados a longo prazo.
Fonte: Saúde Abril.
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