segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Colunista avalia que o crescimento de uma legenda na Câmara não assegura maioria segura nem domínio do Parlamento a partir de fevereiro de 2027. Segundo a análise, centrão perdeu espaço, mas mantém força no jogo político.
Foto: via Folha de S.Paulo - Poder
Um clima de alarmismo cerca as expectativas sobre como será o Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2027, após as eleições de outubro de 2026. Segundo a colunista Dora Kramer, jornalista e comentarista de política, antes de se render ao catastrofismo diante do tamanho das bancadas conquistadas pelo Partido Liberal (PL), é preciso analisar os fatos com cautela.
Na avaliação da colunista, o crescimento do PL não é fator de maioria segura e tampouco garante ao partido o domínio do Parlamento. A análise indica que a composição das bancadas, por si só, não define a correlação de forças em votações e negociações.
O chamado centrão encolheu em número de parlamentares, mas, segundo a análise, o apetite e a experiência política dessas legendas no jogo do poder não diminuíram. Esses partidos continuam com capacidade de negociação e influência sobre a agenda do Legislativo.
O texto conclui que a formação de maiorias no Congresso depende de alianças, negociações e do comportamento das lideranças partidárias, e não apenas do número de cadeiras conquistadas nas urnas.
Fonte: Folha de S.Paulo - Poder.
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