segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Foto: Redes Sociais
A oposição ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista no Carnaval. O Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Lula estaria utilizando dinheiro público para fazer campanha antecipada. Em publicação na rede social X, declarou que o presidente “esfola o povo com aumento de impostos” e utiliza recursos arrecadados “para fazer campanha antecipada pra ele mesmo”.
Flávio classificou o episódio como “um crime” e comparou a situação com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro foi declarado inelegível após reunião com embaixadores estrangeiros, quando fez ataques ao sistema eleitoral sem apresentar provas.
“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune”, escreveu o senador.
O Partido Novo confirmou que pretende ingressar com ação na Justiça Eleitoral. Em publicação oficial, o partido afirmou que o desfile seria “uma peça de propaganda do regime Lula” financiada com dinheiro público.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que, após eventual registro de candidatura de Lula, a legenda ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), com pedido de cassação do registro e inelegibilidade.
“O que denunciamos ao TSE está se confirmando ao vivo. Assim que o Lula registrar sua candidatura, o Partido Novo ajuizará uma AIJE, requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade. A lei deve ser igual para todos”, afirmou.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também criticou o desfile. Disse que houve “propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos” e que o caso poderia configurar ilícito eleitoral.
O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) afirmou que o desfile foi “um espetáculo de abuso do poder” e fez referência à operação Lava Jato ao comentar o episódio.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o desfile à reunião com embaixadores realizada por Bolsonaro em 2022, sugerindo que, em situação semelhante, haveria medidas judiciais mais severas.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também criticou o desfile e afirmou que, se a homenagem fosse ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal poderia agir para impedir a apresentação.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre as críticas.
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