quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Segundo Simón Levy, o secretário de Estado dos Estados Unidos teria participado da operação que levou o senador ao território americano.
Foto: Reprodução
O advogado mexicano Simón Levy, apontado como ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, teria sido o responsável por articular a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos.
A declaração foi publicada na rede social X. Segundo Levy, o parlamentar já teria chegado ao território americano. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, escreveu.
Em outra publicação, o advogado afirmou que “Flávio liderará a resistência a partir dos Estados Unidos”.
Durante a madrugada desta terça-feira, o jornal argentino Infobae informou que Flávio teria atravessado a fronteira entre Brasil e Argentina para embarcar em um avião particular da empresa Baires Fly S.A. Já durante a tarde, aliados do senador relataram que ele havia embarcado com destino aos Estados Unidos.
As informações surgem dois dias após Flávio Bolsonaro ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador, que também ficou proibido de deixar o território nacional.
De acordo com as informações divulgadas, Flávio Bolsonaro deverá solicitar asilo político ao governo de Donald Trump.
Até o momento, as alegações sobre a participação de Marco Rubio na suposta operação e a intenção de solicitar asilo político não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades americanas.
Segundo o Metrópoles, a saída do senador teria contado com o apoio de aliados no Brasil e nos Estados Unidos. A CNN Brasil também informou que autoridades americanas confirmaram à agência Reuters que Flávio estaria a caminho do país.
Entretanto, a rota pela Argentina permanece controversa. O governo argentino negou que o parlamentar tenha entrado no país, enquanto veículos brasileiros divulgaram relatos de aliados sustentando a viagem.
A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático do senador após o descumprimento do prazo judicial para a entrega dos documentos.
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