terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Suspeitos de ataque ao cão Orelha viajaram para os EUA e polícia reforça segurança no retorno

POR Marcos Paulo dos Santos | 27/01/2026
Suspeitos de ataque ao cão Orelha viajaram para os EUA e polícia reforça segurança no retorno
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Dois adolescentes investigados por envolvimento no ataque que resultou na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, estão fora do país em uma viagem de formatura aos Estados Unidos. Segundo a Polícia Civil, a viagem foi planejada há cerca de um ano e não tem relação com as investigações em andamento. Ao todo, quatro jovens são apurados no caso.

 

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que há preocupação com a mobilização de um possível protesto no aeroporto da capital no momento do retorno do grupo. De acordo com ele, dos 115 jovens que participaram da viagem, a maioria não tem qualquer ligação com o caso, o que exige cautela para evitar riscos a pessoas que não estão envolvidas.

 

Diante disso, será montado um esquema especial de segurança, com apoio da polícia e da administração do aeroporto, para garantir a chegada segura dos estudantes. A polícia também informou que não houve apreensão de passaportes de outros adolescentes investigados que permanecem no Brasil.

 

Além do episódio envolvendo o cão Orelha, os adolescentes também são suspeitos de uma tentativa de afogamento de outro cachorro, que conseguiu escapar. Esse animal acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil e recebeu o nome de Caramelo. Segundo a Delegacia de Proteção ao Animal, o caso não teria ocorrido no mesmo dia da agressão que matou Orelha, mas há imagens e relatos de testemunhas que reforçam a suspeita.

 

As investigações também avançam sobre uma possível coação de testemunhas. Três homens adultos foram indiciados sob suspeita de intimidar pessoas que prestaram depoimento à polícia. Conforme apurado, testemunhas relataram ameaças verbais e tentativas de intimidação durante o andamento do caso.

 

O governador de Santa Catarina se manifestou nas redes sociais afirmando que todas as etapas da investigação estão sendo conduzidas de forma regular e sem interferências. Ele destacou que, independentemente de quem sejam os envolvidos, a lei será aplicada.

 

O caso ganhou repercussão nacional, mobilizando ativistas, artistas e defensores da causa animal, que passaram a cobrar justiça e punição aos responsáveis. A coletiva de imprensa sobre o andamento das investigações contou, inclusive, com a presença de representantes da proteção animal.

 

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