quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Caldas Novas concluiu nesta quinta-feira (19) o inquérito que apurou a morte da corretora Daiane Alves e trouxe à tona detalhes de um crime classificado como execução premeditada. Após mais de 40 dias de investigação, os policiais conseguiram recuperar arquivos apagados do celular da vítima, incluindo um vídeo que registra o momento da emboscada no subsolo do condomínio onde ela morava.
De acordo com a corporação, o crime ocorreu exatamente às 19h00min20s do dia 17 de dezembro. Naquele momento, Daiane percebeu a falta de energia em seu apartamento e desceu até o subsolo para verificar o disjuntor da unidade 402. A ação foi registrada por ela mesma em vídeo.
Segundo a investigação, o síndico do prédio já a aguardava no local, usando luvas e com o carro posicionado estrategicamente para retirar o corpo do condomínio após o assassinato. A corretora foi atingida por dois disparos de arma de fogo.
Um dos pontos que ajudaram a Polícia Civil a descartar a hipótese de desaparecimento voluntário foi o fato de Daiane ter deixado seus óculos no apartamento — objeto que, segundo familiares, ela não costumava sair sem usar. A família percebeu sua ausência no dia seguinte, por volta das 18h, e formalizou o desaparecimento às 19h.
O inquérito também apontou um histórico de conflitos entre a vítima e o síndico. Conforme as apurações, houve registro de interrupções de serviços essenciais, como água e gás, além de ocorrências anteriores envolvendo calúnia, injúria e agressão. A polícia caracterizou o comportamento como perseguição sistemática.
O corpo da corretora foi encontrado no dia 28 de janeiro, em uma área de mata, 42 dias após o desaparecimento.
A Polícia Civil informou que o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário. O caso segue agora para análise do Ministério Público.
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