sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Polícia Civil conclui inquérito sobre investigado por enviar mensagens sexuais contra crianças em Rio Verde

POR Marcos Paulo dos Santos | 20/02/2026
Polícia Civil conclui inquérito sobre investigado por enviar mensagens sexuais contra crianças em Rio Verde

Foto: PCGO

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A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Rio Verde, concluiu o inquérito que investigou crimes sexuais praticados no ambiente virtual contra crianças e adolescentes.

 

A apuração começou após a mãe de uma menina de 10 anos procurar a delegacia e entregar o celular da filha, relatando que a criança estaria sendo aliciada pelas redes sociais. Durante a análise inicial do aparelho, os investigadores identificaram que o suspeito utilizava um perfil falso para se aproximar da vítima, conquistar sua confiança e, em seguida, direcioná-la para aplicativos de mensagens menos conhecidos, onde a induzia a praticar atos de natureza sexual.

 

Com o avanço das diligências e autorização judicial para quebra de sigilo telemático, além da perícia em contas digitais e dispositivos eletrônicos, a Polícia Civil constatou que o caso era mais amplo do que o inicialmente identificado. Outras vítimas, também crianças e adolescentes, foram localizadas. Todas teriam sido abordadas pelo mesmo modo de atuação, sempre em ambientes virtuais.

 

No dia 21 de dezembro, foi cumprido mandado de prisão temporária contra o investigado. Na ocasião, aparelhos eletrônicos utilizados na prática dos crimes foram apreendidos. Posteriormente, diante da gravidade dos fatos e dos elementos reunidos no inquérito, a Justiça converteu a prisão em preventiva.

 

O investigado foi indiciado, em tese, pelos crimes de estupro de vulnerável na modalidade virtual, além de divulgação, compartilhamento e armazenamento de material com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes, bem como por induzimento e assédio por meio de comunicação digital, conforme previsto no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

A Polícia Civil reforça a necessidade de acompanhamento dos responsáveis quanto ao uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes, e orienta que qualquer suspeita seja imediatamente comunicada às autoridades.

 

 

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