segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Polícia

PF proíbe gravações de nova temporada de 'Aeroporto: Área Restrita'

POR Thais Cabral | 02/02/2026
PF proíbe gravações de nova temporada de 'Aeroporto: Área Restrita'

Foto: Reprodução/HBO

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A Polícia Federal proibiu as gravações da nova temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” em aeroportos brasileiros, alegando riscos à segurança das operações e dos passageiros abordados. A decisão impacta diretamente a produção, que acompanha os bastidores da atuação de agentes públicos em grandes terminais do país.

 

Em nota, a PF informou que as áreas restritas dos aeroportos são classificadas como “zonas prioritárias de risco”, sujeitas a controles rigorosos de acesso. Segundo a corporação, esse tipo de espaço não comporta atividades de entretenimento ou produção audiovisual, justamente por envolver procedimentos sensíveis ligados à segurança aeroportuária.

 

A Polícia Federal destacou ainda que a presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é considerada incompatível com princípios como a preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência das pessoas abordadas durante fiscalizações.

 

A série ganhou notoriedade ao exibir apreensões de drogas, operações especiais e abordagens a passageiros suspeitos de irregularidades, mostrando a atuação de órgãos como a Receita Federal, Anvisa e Ibama em aeroportos brasileiros.

 

De acordo com a produtora responsável pela edição nacional, as gravações da oitava temporada tiveram início em dezembro de 2025 e estavam autorizadas, até então, nos aeroportos de Viracopos (SP), Galeão (RJ) e Pinto Martins (CE). No entanto, em janeiro deste ano, o credenciamento das equipes foi negado no Aeroporto de Guarulhos (SP), e as autorizações já concedidas nos demais terminais foram posteriormente cassadas.

 

As chamadas Áreas Restritas de Segurança incluem zonas de embarque, desembarque, coleta de bagagens e depósitos de cargas. O acesso a esses locais passa por múltiplas etapas de controle, tanto para passageiros quanto para tripulantes e funcionários.

 

A produtora contestou a decisão e afirmou que, ao longo de sete temporadas, todas as credenciais foram analisadas e aprovadas pela Polícia Federal, sem registro de incidentes ou comprometimento da segurança aeroportuária. A empresa pediu a revogação da medida.

 

A PF ressaltou ainda que a decisão não representa disputa institucional com a Receita Federal, principal foco do programa, e reforçou que a responsabilidade constitucional pela supervisão da segurança aeroportuária é da Polícia Federal, inclusive em áreas alfandegadas.

 

Até o momento, a Receita Federal e os demais órgãos envolvidos não se manifestaram. O reality é exibido na plataforma de streaming HBO Max.

 

 

*Com informações G1

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