sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Foto: PMGO
Um advogado passou a ser investigado pela Polícia Federal após tentar subornar policiais militares de Goiás para liberar uma mala com cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro, apreendida durante uma abordagem na BR-050, em Cristalina. O valor era transportado por dois ocupantes de um veículo que saíram de São Paulo com destino a Brasília e não conseguiram comprovar a origem da quantia.
A apreensão foi realizada por equipes do Comando de Operações de Divisas (COD), da Polícia Militar de Goiás. Durante a fiscalização, um dos ocupantes demonstrou nervosismo, o que motivou uma vistoria mais detalhada no veículo. No interior, os policiais localizaram a mala com o dinheiro. Questionados, os suspeitos não apresentaram documentos que comprovassem a procedência dos valores e afirmaram não saber o montante exato transportado, levantando a suspeita de que estariam atuando como “laranjas”.
Segundo a PM, os ocupantes indicaram o contato de um advogado responsável pela entrega do dinheiro. Os policiais entraram em contato telefônico com o defensor, que tentou justificar a posse da quantia alegando atividades comerciais e de importação. Ele afirmou que apresentaria notas fiscais posteriormente para comprovar a origem dos recursos.
Em vídeo registrado pelos próprios policiais, o advogado tenta negociar diretamente com a equipe, oferecendo vantagens financeiras para que a mala fosse liberada. Em determinado momento, ele afirma que “ninguém perderia” e sugere o envio de valores, mencionando inclusive contatos em Brasília que poderiam “resolver a situação”.
Apesar das tentativas, os policiais militares mantiveram a postura técnica e legal, reforçando que não poderiam liberar o dinheiro sem a devida comprovação da origem e que a ocorrência seria comunicada aos superiores, conforme determina o procedimento.
Diante da tentativa de suborno, o caso foi enquadrado, em tese, como corrupção ativa. Pela gravidade dos fatos e pelos indícios de crimes financeiros, a Polícia Federal assumiu a investigação para apurar a origem e a destinação do dinheiro. Os dois ocupantes do veículo são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens, enquanto o advogado responderá por corrupção ativa. O valor de R$ 1,7 milhão segue apreendido e à disposição da Justiça Federal, que dará continuidade às apurações.
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