quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Uma influenciadora de 25 anos feriu com um canivete um homem de 41 anos que ela acusa de ter abusado sexualmente de sua filha, de 5 anos. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (24), em Franca, no interior de São Paulo. Ninguém foi preso.
Segundo o boletim de ocorrência, a confusão ocorreu por volta das 9h55, na Avenida Major Nicácio, no bairro Cidade Nova. O homem ficou ferido e foi encaminhado à Santa Casa. A ocorrência envolvendo o confronto foi registrada como lesão corporal.
À polícia, a mulher relatou que a filha contou, na sexta-feira (21), que teria sido vítima de abuso sexual. Conforme a defesa da mãe, o suposto crime teria ocorrido no domingo anterior (16). A criança foi levada para atendimento médico, e o laudo do exame teria sido posteriormente entregue à polícia.
A acusação de abuso sexual foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca e é investigada separadamente. Até o momento relatado nos documentos, o homem não havia sido preso, indiciado ou denunciado pelo suposto abuso.
De acordo com o boletim, na segunda-feira, a mulher foi até uma loja onde uma tia trabalha para contar o que havia acontecido. No local, encontrou o homem acusado por ela. Segundo a versão apresentada à polícia, ele teria se aproximado, ido até o próprio veículo e depois retornado em sua direção.
A mulher afirmou que acreditou que seria agarrada à força e, nesse momento, retirou um canivete da bolsa e atingiu o homem. Ela relatou ainda que, durante a sequência da confusão, foi pressionada contra um banco e desferiu outros golpes enquanto pedia ajuda. A alegação de legítima defesa faz parte da versão apresentada por ela e ainda será apurada pelas autoridades.
A influenciadora também apresentou ferimentos nas costas, braços, mãos e pernas e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. O canivete utilizado foi apreendido e lacrado pela polícia. Ela também informou sobre a possível existência de câmeras de segurança na região.
O homem não prestou depoimento naquele momento porque estava recebendo atendimento médico. Conforme o registro policial, não houve prisão em flagrante e a ocorrência foi formalizada para permitir a apuração das circunstâncias do confronto.
Sobre a denúncia envolvendo a criança, a mulher afirmou ter tentado contato com os conselhos tutelares da cidade antes do registro policial, mas disse não ter recebido respaldo. Ao g1, o Conselho Tutelar informou não ter recebido esse contato. Segundo a defesa, a família também teria sido orientada sobre o horário de funcionamento da DDM.
O registro da acusação de abuso sexual foi formalizado na segunda-feira (24), mesmo dia em que ocorreu o confronto. As duas situações seguem sob apuração, e a acusação contra o homem ainda não representa comprovação de culpa.
*Com informações G1
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