quinta-feira, 30 de abril de 2026
A Justiça condenou, nesta quarta-feira (29), mãe e filho pelo assassinato de um adolescente de 14 anos e pela tentativa de homicídio contra outros dois estudantes, em Anápolis, a cerca de 55 km de Goiânia. Somadas, as penas ultrapassam 69 anos de prisão. A decisão ainda cabe recurso.
O crime aconteceu em fevereiro de 2024, na saída de um colégio estadual, no bairro Calixtópolis. Na ocasião, uma briga envolvendo estudantes terminou de forma violenta e resultou na morte de um dos adolescentes ainda no local. Outros dois jovens, de 12 e 15 anos à época, ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram após atendimento hospitalar.
De acordo com a sentença da 4ª Vara Criminal de Anápolis, os réus foram condenados por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. A mãe também foi condenada por corrupção de menores, enquanto o filho foi absolvido desse crime.
As penas foram fixadas em:
A Justiça considerou agravantes como a idade das vítimas e o risco gerado a outras pessoas durante a ação. Ambos deverão cumprir pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.
Além das condenações, foi determinado o pagamento de indenizações: R$ 150 mil para a família do adolescente que morreu e R$ 75 mil para cada uma das vítimas sobreviventes.
Segundo as investigações, a confusão teria começado após desentendimentos entre adolescentes durante um jogo online. O grupo marcou um encontro na saída da escola para resolver a situação. Durante a briga, mãe e filho teriam ido ao local para defender um familiar envolvido na discussão, momento em que atacaram os estudantes com um martelo e uma faca.
Imagens de câmeras de segurança registraram o início da confusão. O julgamento durou cerca de 12 horas.
Durante a leitura da sentença, o juiz responsável pelo caso fez um alerta sobre atitudes impulsivas em situações de conflito, destacando que decisões tomadas sob pressão podem gerar consequências irreversíveis.
As defesas dos condenados informaram que vão recorrer da decisão, alegando necessidade de revisão na dosimetria das penas.
Na época do crime, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás informou que o caso ocorreu fora do ambiente escolar e teve origem em questões pessoais entre os envolvidos.
Com informações de G1.
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